Operando com 29,9% do volume de sua capacidade, o Sistema Cantareira, considerado o maior reservatório de água da região metropolitana de São Paulo, entrou na “faixa de restrição” neste sábado, ao apresentar o menor volume registrado desde março de 2016, quando chegou a operar em 30,2%.

Para se ter uma ideia, o volume do manancial tem de estar com pelo menos 60% de sua capacidade para ser considerado normal.

O que piora ainda mais a situação é que não é só o Cantareira que enfrenta essa escassez. Somados, os reservatórios da Região Metropolitana de São Paulo têm 37,8% de volume de água, quantidade 21% menor do que o volume armazenado em 2013, que antecedeu a crise hídrica.

Após a fase de alerta, a próxima é intitulada “fase especial”, quando o sistema tem volume útil menor que 20%. Quando houve a crise hídrica, o Sistema Cantareira chegou a zero e a Sabesp passou a utilizar o volume morto, reserva com 480 bilhões de litros de água situada abaixo das comportas das represas do Cantareira.

No interior de São Paulo a situação também é crítica, com pelo menos 16 cidades enfrentam falta de água por causa do clima seco. Muitas, aliás, já adotaram esquema de racionamento para evitar um colapso ainda maior no sistema de abastecimento. A represa de Itupararanga, por exemplo, que abastece mais de 1 milhão de pessoas na região de Sorocaba, conta hoje com 22% da sua capacidade.

Fonte: Último Segundo / IG