Anadia/AL

24 de outubro de 2021

Anadia/AL, 24 de outubro de 2021

Pimenta: Lava Jato ignorou repasse de Guedes a empresa de fachada e agora temos escândalo da offshore

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 4 de outubro de 2021

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(Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados | Valdenio Vieira/PR)

O atual ministro da Economia abriu uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) lembrou no Twitter que a antiga Lava Jato não incluiu o ministro Paulo Guedes (Economia) entre os alvos de uma denúncia sobre o pagamento de R$ 560,8 mil feito em 2007 pela GPG Consultoria, da qual Guedes foi sócio-administrador, ao escritório de fachada Power Marketing Assessoria e Planejamento – era operado por Carlos Felisberto Nasser, que trabalhava na Casa Civil do Paraná quando o estado era governado por Beto Richa (PSDB-PR).

O petista fez a postagem após novas revelações do Pandora Papers, projeto do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. Em 2019, Guedes fundou a Dreadnoughts International, uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe. Nos meses seguintes, ele aportou na conta da offshore a quantia de US$ 9,55 milhões, o que representou US$ 23 milhões na época (no câmbio atual, o valor hoje corresponde a 51 milhões de reais).

“LESA-PÁTRIA: Lava Jato ignorou repasse de Paulo Guedes a empresa de fachada. Força-tarefa detectou pagamento de R$ 561 mil, mas só acusou outras firmas. Atual ministro da economia, que mantém Offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, já estava articulado na pré-campanha de Bolsonaro”, escreveu o parlamentar no Twitter..

A então operação Lava Jato apresentou denúncia sobre o caso de Guedes em abril de 2018, quando ele integrava a pré-campanha de Jair Bolsonaro à presidência da República. A força-tarefa denunciou em abril daquele ano 18 pessoas, acusadas de participar do suposto esquema de corrupção e desvio de verbas do estado. Outras

quatro denúncias derivadas da mesma investigação, apresentadas posteriormente, não fizeram referência à GPG ou seus sócios, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo.

As novas revelações do Pandora Papers mostraram que 66 dos maiores devedores brasileiros de impostos, cujas dívidas somam R$ 16,6 bilhões, mantêm offshores com milhões depositados em paraísos fiscais. Ao todo, 25 sócios ou donos de 20 das maiores empresas do Brasil têm offshores em paraísos fiscais.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou apenas que a PGR fará uma “averiguação preliminar” sobre os escândalos de corrupção.

Fonte: Brasil 247

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