Anadia/AL

17 de outubro de 2021

Anadia/AL, 17 de outubro de 2021

Corinthians vira sobre o Bahia e entra no G-4 do Brasileirão

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 6 de outubro de 2021

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Foto: Paulo Marques / Gazeta Press

Equipe alvinegra reencontra a torcida após um ano e sete meses, sai atrás no placar, mas se impõe e consegue vencer - Ricardo Magatti

O reencontro do Corinthians com seu torcedor na Neo Química Arena terminou em festa. O time de Sylvinho derrotou o Bahia de virada, por 3 a 1, na noite desta terça-feira, ampliou para dez jogos a série invicta no Brasileirão e subiu para o quarto lugar, com 37 pontos. O resultado, conquistado com um bom futebol, especialmente no segundo tempo, deixou alegres os 10.624 torcedores que estiveram na arena corintiana depois de 586 dias longe do time do coração. O jogo foi válido pela 24ª rodada e não sairá tão cedo da memória do corintiano.

No primeiro tempo, Gilberto abriu o placar de pênalti para os baianos, mas os anfitriões empataram com Róger Guedes, também em cobrança de penalidade, aproveitaram a expulsão de Lucas Araújo e chegaram à virada na etapa final com gols de Cantillo e Jô. O time de Sylvinho teve dificuldade para superar o ferrolho do rival quando ambos tinham 11 de cada lado, mas não encontrou problemas para dominar o adversário depois que ficou com um a mais.

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O jogo fluiu e os gols saíram naturalmente, para o delírio da Fiel, que comemorou de perto um triunfo no estádio depois de mais de um ano e sete meses. O último jogo com público na Neo Química Arena havia sido o empate com o Santo André, pelo Paulistão, em 26 de fevereiro de 2020. O Bahia permanece na zona de rebaixamento, com 23 pontos. É o primeiro do grupo do descenso e não consegue se livrar do perigo da queda.

A partida que marca a volta parcial da torcida para a Neo Química Arena pôde receber até 14.600 torcedores, respeitando 30% da capacidade do estádio, mas quase 11 mil foram à arena. O ingresso mais barato custou R$ 40 (setores norte e sul) e o mais caro, R$ 650 (camarote), gerando renda de R$ 520.529,90.

O Corinthians conseguiu algumas boas triangulações, pressionou na base do talento do seu quinteto ofensivo, mas quem abriu o placar foi o Bahia. Após levantamento na área, Gilberto caiu reclamando ter sido puxado por Lucas Piton, que não jogava há três meses. O árbitro alagoano Denis da Silva Ribeiro Serafim foi ao monitor do VAR e deu razão ao atacante. Marcou a penalidade que o próprio Gilberto converteu aos 32 minutos, deslocando Cássio. Foi o nono gol do jogador, agora artilheiro do Brasileirão ao lado de Edenílson, do Inter, e Bruno Henrique, do Flamengo.
Como costuma fazer, a torcida corintiana aumentou o volume logo após o gol sofrido, ainda durante a comemoração dos baianos. Sabia da importância para o time e isso ajudou os donos da casa a conseguir o gol de empate, também de pênalti.

No lance, Giuliano chutou em direção ao gol e Lucas Araújo colocou a mão na bola para bloquear a finalização. O juiz apontou a marca da cal sem pensar e expulsou o volante, que recebeu o vermelho cinco minutos depois de levar o amarelo. Na cobrança, Róger Guedes deslocou Mateus Claus e empatou o jogo. Foi o quarto gol em cinco partidas do atacante, que tem sido o mais decisivo dos quatro reforços de peso contratados para fortalecer a equipe a ponto de brigar entre os líderes do Brasileirão.

Na saída do gramado, Guedes falou em “arrumar erros bobos” e “entrar ligado” no segundo tempo. E foi o que o time alvinegro fez. Com uma mudança – Jô na vaga de Willian, que foi descansar devido à sobrecarga muscular – e superioridade numérica, os anfitriões voltaram melhor, mais concentrados e conseguiram a virada cedo, aos seis minutos.

Fagner cruzou a bola na primeira trave, onde estava Cantillo. O colombiano desviou de cabeça no canto oposto de Mateus Claus para marcar seu primeiro gol pelo Corinthians e consumar a virada. Superior tecnicamente, numericamente e psicologicamente, o Corinthians fez o que dele se esperava. Colocou a bola no chão e envolveu o combalido Bahia. Foram boas triangulações que quase resultaram em gol. Giuliano parou em Mateus Claus, Jô não alcançou cruzamento de Renato Augusto e o jovem Gabriel Pereira quase fez uma pintura depois de enfileirar marcadores e bater em cima do goleiro.

As chances perdidas não fizeram falta porque saiu mais um gol aos 23. Jô balançou as redes pela 28ª vez na casa corintiana e se isolou como o maior artilheiro do estádio. No lance, ele aproveitou o rebote de Mateus Claus após chute de Gabriel Pereira e mandou para as redes. O bandeira assinalou o impedimento inicialmente, mas o VAR confirmou o tento após rápida análise. Depois disso, os donos da casa administraram a vantagem até o apito final.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 3 X 1 BAHIA

CORINTHIANS – Cássio; Fagner, João Victor, Gil e Lucas Piton; Cantillo (Gabriel), Giuliano, Renato Augusto (Luan), Gabriel Pereira (Gustavo Silva) e Willian (Jô); Róger Guedes (Adson). Técnico: Sylvinho.

BAHIA – Mateus Claus; Nino Paraíba, Gustavo Henrique, Luiz Otávio e Juninho Capixaba; Lucas Araújo, Patrick de Lucca, Lucas Mugni (Edson) e Daniel (Luizão); Thonny Anderson (Óscar Ruíz) e Gilberto (Ronaldo César). Técnico: Diego Dabove.

GOLS – Gilberto, aos 32, e Roger Guedes, aos 49 minutos do primeiro tempo. Cantillo, aos seis, e Jô, aos 23 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Denis da Silva Ribeiro Serafim (AL).

CARTÃO VERMELHO – Lucas Araújo

PÚBLICO – 10.470 pagantes/ 10.624 total

RENDA – R$ 520.529,90.

LOCAL – Neo Química Arena, em São Paulo.

Fonte: Terra

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