Anadia/AL

24 de outubro de 2021

Anadia/AL, 24 de outubro de 2021

Estudante de medicina do CESMAC recebe premiação inédita da Academia Nacional de Medicina

Por GyanCarlo

Em 9 de outubro de 2021

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VV

Divulgação | Aline Gusmão

Aluna recebeu menção honrosa no Concurso de Crônicas | Clariza Santos

A premiação foi realizada por meio de uma solenidade virtual no último dia 7 de outubro, com as presenças do médico Rubens Belfort, Presidente da ANM e renomado Cirurgião Ocular, do médico JJ Camargo, renomado Cirurgião Torácico e do médico Paulo Niemeyer, referência nacional na área de neurocirurgia. Durante o evento, a estudante Aline Gusmão fez a leitura de sua crônica “Azul da Cor do Mar” e, em seguida, recebeu a 1ª menção honrosa do Prêmio Ivo Pitanguy, uma das maiores honrarias da Academia Nacional de Medicina destinada a estudantes.

Para Aline, única mulher nordestina premiada nas duas categorias, o Prêmio mostra “a importância de a ANM abrir espaço para os estudantes de medicina, uma vez que, com isso, reconhece, incentiva e cultiva a criatividade de futuros profissionais médicos”. A estudante ressaltou que a sociedade médica tem oferecido cada vez mais oportunidades aos estudantes e esse prêmio é uma prova de que iniciativas dessa natureza são muito relevantes para a carreira médica. “Essa crônica é uma experiência que tive e jamais iria escrever se não houvesse essa premiação. Pra mim, foi uma grande honra levar o nome do Cesmac e do Nordeste para o Brasil!”.

Inscrita por meio do pseudônimo Linckia Laevigata, nome científico da estrela-do-mar-azul, a crônica passou por um rigoroso processo de seleção às cegas até obter a inédita 1ª menção honrosa da ANM. A história de “Azul da Cor do Mar” traz um relato sobre a experiência médica vivida pela estudante Aline Gusmão enquanto atuava como estagiária de um hospital oftalmológico. A estudante, que carregava desde criança o desejo de ser cardiologista, precisou, inicialmente com muita resistência e relutância, atuar como estagiária na área de oftalmologia.

A principal função de Aline consistia em realizar atendimentos pré e pós-cirúrgicos, sempre ouvindo e repassando as queixas dos pacientes aos médicos. Em um dia de atendimentos de rotina, um paciente sentou e perguntou a estudante se podia compartilhar uma história. Prontamente, Aline se colocou à disposição para ouvi-la. “Eu queria dizer que antes eu não enxergava nada, mas, hoje, depois da cirurgia, eu consegui, pela primeira vez, enxergar uma formiga na parede. Pela primeira vez, eu consegui acompanhar enquanto a formiga andava. E eu nunca me senti tão feliz por poder enxergar uma simples formiga”. A história impactou profundamente a estudante.

Aline disse que entendeu naquele momento como era não enxergar, uma vez que, até então, não entendia a dimensão do que era sentido pelo paciente. “E, desde aquele dia, eu mudei como estudante de medicina. Passei a escutar o paciente. Hoje, primeiro eu escuto suas histórias e depois eu trato cada paciente. Isso me ajudou a ser um estudante melhor e vai me ajudar a ser uma médica melhor”, relatou a autora da crônica premiada.

Fonte: Gazeta Web

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