Anadia/AL

17 de outubro de 2021

Anadia/AL, 17 de outubro de 2021

Feminismo x feminilidade: uma realidade que tem dividido as mulheres

Por GyanCarlo

Em 12 de outubro de 2021

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VV

Após terem conquistado a independência e se firmado no mercado de trabalho, muitas mulheres deixaram de lado sua feminilidade por puro preconceito | REPRODUÇÃO / PEXELS

Uma reflexão sobre os motivos que levam aquelas que valorizam os traços femininos a serem tão atacadas nos dias de hoje

Trabalho, faculdade, conquistas, viagens e aquisições. Não dá para negar que as mulheres brasileiras do século 21 avançaram bastante no que diz respeito à liberdade individual. Diante de tal cenário, muitas coisas mudaram, desde os relacionamentos, a vida financeira, as decisões, até a atuação na sociedade.

As empresas, por exemplo, têm ganhado muito com essa ascensão, uma vez que dados do IBGE já provaram que as mulheres são mais instruídas que os homens e têm mais acesso ao ensino superior.

Todavia, essa nova realidade tem trazido alguns problemas e dividido muitas mulheres.

Alguns movimentos estão se aproveitando desses avanços para vender a ideia de que a mulher não pode ser feminina e precisa abraçar características masculinas para se tornar mais independente. Assim, mulheres com personalidades mais incisivas, mandonas e agressivas ganham os holofotes, enquanto homens que abraçam traços femininos também se destacam na mídia.

Após terem conquistado a independência e se firmado no mercado de trabalho, muitas mulheres deixaram de lado sua feminilidade por puro preconceito

REPRODUÇÃO / PEXELS

Na tentativa de se libertarem das fronteiras de gênero, esses grupos seguem encorajando a feminilidade nos homens e a masculinidade nas mulheres como a solução para vencer as diferenças.

É claro que todos nós podemos aprender com as características do outro gênero, mas por que sugerir que a feminilidade não é boa o suficiente para as mulheres? Por que, hoje em dia, chamar uma mulher de feminina soa como xingamento para muitas delas?

Os motivos são vários, porém percebo que o significado da palavra foi corrompido por essas bandeiras que associam feminilidade a “sexo fraco”.

A verdade, caro leitor, é que ser feminina

não significa ser fraca,
não significa ser subserviente,
não significa ser anulada,
não significa ser insegura,
não significa ser influenciável.

Ser feminina significa ter empatia com o outro, ser gentil, sensível, amável, inteligente e forte emocionalmente (não é à toa que nós fomos escolhidas para dar à luz). Para a antropologia, a feminilidade é um conjunto de comportamentos e qualidades das mulheres. Ela faz parte da nossa biologia e nos traz inúmeros benefícios.

Feliz é aquela que aprende a valorizar isso e investe de forma sábia em seus instintos.

Verdadeira valorização

Assim, a masculinidade e a feminilidade são realidades biológicas, e isso não significa que uma é superior à outra. Ambas são necessárias porque se equilibram e se completam.

Feliz é aquela que entende e valoriza a singularidade de ser mulher

FREEPIK

Então, pense comigo: por que desencorajar as mulheres a abraçarem seus traços femininos? Por que menosprezar aquelas que escolhem um caminho mais tradicional para suas vidas e são felizes com isso?

Por simplesmente rejeitar a agenda feminista atual, já fui perseguida e excluída por muitas que dizem defender a “inclusão”. Isso só reforça a importância de a mulher entender a necessidade de perseguir seus sonhos e ser autêntica, sem perder a singularidade de ser mulher.

Devemos abraçar nossas qualidades, ao invés de rejeitá-las. É a nossa essência que nos torna profissionais, estudantes, avós, mães, amigas, esposas e filhas melhores, que fazem a diferença por onde passam.

Fonte: R7

 

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