Anadia/AL

24 de outubro de 2021

Anadia/AL, 24 de outubro de 2021

A receita do chá da raspa do solado de sapato de cemitério

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 14 de outubro de 2021

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Tribunal Internacional Penal de Haia. Foto: Reprodução - Uol

Roberto Villanova

A imprensa internacional destacou o Brasil como palco do genocídio causado pela política negacionista do governo Bolsonaro, no combate à pandemia do coronavírus. As manchetes negativas em relação ao país têm sido recorrentes, mas a conclusão sobre o genocídio, da forma unânime como ocorreu esta semana, tem peso extra na hipótese de as denúncias contra o presidente chegarem mesmo ao Tribunal Internacional Penal de Haia.

A CPI da Pandemia, que está na fase final das oitivas das testemunhas, já relacionou 11 crimes cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro, e parte deles com flagrantes. Por exemplo: o desrespeito à determinação para uso de máscara; o desrespeito à proibição de aglomerações e a promoção de medicamentos ineficazes para o tratamento da Covid -19, tudo isso fartamente documentado.


Foto: Reprodução

Há o movimento para que a CPI divida o relatório em três partes, temendo-se que o procurador-geral da República, Augusto Aras, não dê prosseguimento às denúncias. Cabe lembrar que Aras é o responsável por garantir se o trabalho da CPI resultará na punição dos culpados ou na “pizza” que é ansiada pelos governistas; e por isso, o relatório do senador Renan Calheiros deverá ser dividido em três partes, com uma denúncia indo para o Ministério Público estadual, outra parte para Aras e a terceira parte diretamente para o Supremo Tribunal Federal.

Das mais de 601 mil mortes registradas até agora, pelo menos metade poderia ter sido evitadas se o governo brasileiro deliberadamente não tivesse atrasado a compra da vacina, enquanto promovia o “Kit Covid”, que levou alguns incautos à morte. O próprio presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), perdeu um irmão para a covid e desconfia de que ele tenha sido tratado com ivermectina, hidroxicloroquina e cloroquina, que compõem o “Kit Covid” receitado pelo governo.

O Ministério da Saúde retirou da sua página na Internet o receituário do “kit Covid” e na reunião da Conitec ( Conselho Nacional de Incorporação de Tecnologias ) a discussão do parecer sobre o uso dessa “bomba” foi retirado de pauta a pedido do pneumologista Carlos Carvalho, que foi indicado pelo ministro Marcelo Queiroga. A alegação é de que deve se aguardar novos estudos, mas a informação extraoficial é de que o ministro da Saúde teme ser responsabilizado pela CPI como promotor e defensor desses medicamentos ineficazes e que causaram mortes.

Cabe lembrar que a chamada “autonomia médica” só se aplica para prescrição de medicamentos autorizados pela ANVISA ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária ), o que não é o caso do “Kit Covid”. Logo, o médico que prescreveu o “Kit Covid” levando seus pacientes a sequelas e até à morte, cometeram crimes e terão de responder penalmente por isso.

O “kit Covid” produzido e recomendado pelo governo pode ser também considerado como o “Kit do Chá da raspa do solado de sapato de cemitério”, que ajudou a “cancelar” muito CPF e a “economizar” no gasto com o pagamento de aposentadorias, como aliás, alguém chegou até a comemorar numa saudação macabra bem ao estilo do negacionismo oficial.

Redação C/ Blog do Bob

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