Anadia/AL

17 de outubro de 2021

Anadia/AL, 17 de outubro de 2021

Câncer de mama: Psicóloga fala sobre importância da saúde mental para mulheres durante o tratamento

Por GyanCarlo

Em 14 de outubro de 2021

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Reprodução

Clara Lis Cavalcante

No mês do Outubro Rosa, campanha de prevenção ao câncer de mama, também é preciso falar sobre a saúde mental das pacientes que descobrem a doença. Um estudo do Observatório de Oncologia mostra que a chance de um paciente com câncer desenvolver depressão varia de 22% a 29%. Segundo a análise, pacientes com câncer de mama tem de 10% a 25% de chance de ter depressão.

Eufemea conversou com a psicóloga oncológica do Hospital Cliom, Larisse Cavalcante que falou sobre os cuidados e a importância da saúde mental do paciente e da família durante o tratamento.

A psicóloga explicou que saúde mental é qualidade de vida, bem-estar, a maneira como a pessoa está recebendo e lidando com as situações ao seu redor, tanto de modo comportamental quanto emocional.

“Diante de um diagnóstico de uma doença que vai requerer um tratamento que pode ser prolongado, muitas mudanças acabam vindo: como mudança na rotina, na dinâmica familiar, nas relações entre os membros da família, nos papéis desempenhados por cada membro”, conta.

Ela reforçou que nossas emoções e comportamentos são fatores motivadores que vão auxiliar o paciente e a família para que eles sigam em frente, e lidem com as questões que vão surgir. Mas que tudo depende da forma que a família vai se estruturar e como será a rede de apoio.

“Isso motivará o paciente a seguir em frente”, disse. Porém ela chamou a atenção que caso isso não aconteça, poderá acarretar consequências no próprio tratamento do paciente.

“A saúde mental é de extrema importância e relevância, a forma como o paciente e sua família vai se relacionar é o que vai acabar dando direcionamento das possibilidades de cura, estabilidade, e possibilidades de uma qualidade de vida”, reforçou Larisse.

Descobri que tenho câncer e agora?

No Hospital Cliom, Larisse disse que quando a paciente recebe o acolhimento, ela conversa com a paciente e os familiares com o objetivo de criar um ambiente seguro para que eles possam se sentir confortáveis.

A psicóloga enfatizou que ainda existe muitos tabus relacionados ao câncer e que ele não é uma sentença de morte. É por meio da psicologia que ela propõe um espaço para o diálogo. “O espaço de acolhimento é essencial”, reforça.

O acompanhamento é feito ao longo do tratamento, tanto na sala de quimioterapia ou no ambulatório, toda semana. No hospital em que a psicóloga trabalha, ela faz o acompanhamento em grupo com as mulheres por meio do artesanato.

“Por meio da arte, nós também conseguimos trabalhar as emoções, os comportamentos, estratégias de enfrentamento, o que surge como conflito e pode afetar a qualidade de vida das pessoas que estão envolvidas”, conta.

E o acompanhamento continua após o tratamento, que é trabalhado a reinserção social, que é quando os exames e tratamentos vão diminuindo e o paciente começa a voltar a sua rotina. Desde o recebimento do diagnóstico, até as fases de tratamento e no pós, os psicólogos acompanham dando o suporte ao paciente e a família.

Tratamento traz mudanças

Larisse enfatiza que o câncer de mama é o câncer que mais acomete mulheres no Brasil, e o tratamento oncológico traz muitas mudanças em vários âmbitos.

“De vez em quando a mulher tem o papel de cuidadora da família e passa a ser cuidada. A perda do cabelo, emagrecimento. Tudo isso afeta a autoestima”, cita a psicóloga.

Essas mudanças, segundo ela, acontecem de forma muito abrupta e isso pode gerar alguns transtornos como ansiedade, depressão que se não forem não cuidadas podem ter agravantes.

Ela continua que durante o tratamento o foco é muito ligado a saúde física e que a saúde mental acaba sendo colocada de lado, mas que isso não pode acontecer.

Sobre a perda de cabelo, ela explica que o processo de cada mulher é diferente, e que existem muitas estratégias como uso de chapéus, lenços e perucas. “São muitas alternativas, mas é importante lembrarmos que não tem uma alternativa correta”.

“Cada mulher vai ter o seu processo único, cada uma vai ser sua maneira, seu tempo e estratégia. Cada mulher é singular”, conclui Larisse.

Fonte: Eu femea

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