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5 de dezembro de 2021

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Anadia/AL, 5 de dezembro de 2021

Bolsonaro riu do relatório da CPI ou dos 603 mil mortos? Ou tanto faz?

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 21 de outubro de 2021

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Presidential candidate Jair Bolsonaro attends a news conference at a campaign office in Rio de Janeiro, Brazil October 25, 2018. REUTERS/Ricardo Moraes

Foto: Reprodução - Exame

Por Roberto Villanova

O presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz, foi informado de que o presidente Jair Bolsonaro estava assistindo a leitura do relatório preliminar apresentado pelo senador Renan Calheiros, e riu. Mas, ficou a dúvida apresentada por Aziz: o presidente riu do relatório ou dos 603 mil mortos vítimas da pandemia?

A dúvida se deve porque Bolsonaro desdenhou, fez chacotas das vítimas e dos mortos, atrasou deliberadamente a compra de vacina, desrespeitou as orientações médicas para prevenção da contaminação, promoveu aglomerações, enfim, se comportou como agente disseminador do vírus.

Cabe lembrar algumas “pérolas macabras” promovidas pelo presidente, tais como: “deixem de frescura”, para se referir aos que se preveniam da contaminação; “não sou coveiro”, para desdenhar das mortes; “todo mundo morre um dia”, para minimizar as mortes; “pergunte pra sua mãe”, para responder quando iria comprar vacinas.

E, ainda mais grave, proibiu o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de comprar a vacina através do Instituto Butantã, dizendo que o presidente era ele e que não iria comprar a vacina, e ponto final – “Quem manda sou eu”, acrescentou.

Diante desses flagrantes, a dúvida permanece: Bolsonaro riu do relatório ou das 603 mil mortes?

O relatório apresentado pelo senador Renan Calheiros reproduziu fielmente os horrores promovidos – e que ainda estão sendo promovidos -, pelo presidente, e os crimes flagrantemente apontados e que foram praticados por uma verdadeira quadrilha atuando na compra de vacinas, ou pior, boicotando a compra de vacinas que não lhe garantiam o pagamento de propinas.

Isso são fatos, se dá pra rir ou chorar, aí já é uma questão de caráter, que não me compete julgar. Deixemos então para os números, que não mentem, e que estão nas 603 mil mortes, com metade delas “assassinadas” pelo negacionismo.

Sim, todo mundo morre um dia. Mas, morrer vítima da negligência e do negacionismo é crime.

* Blog do Bob

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