Anadia/AL

30 de novembro de 2021

Anadia/AL, 30 de novembro de 2021

Ame-se: Programa de reconstrução mamária completa 1 ano transformando a vida de alagoanas

Por GyanCarlo

Em 23 de outubro de 2021

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Reprodução

Há um ano o Programa Ame-se vem realizando sonhos e ajudando a recuperar a autoestima e bem-estar das mulheres alagoanas que passaram pelo câncer de mama e tiveram o seio ou uma parte dele removidos. Desde sua implantação, no dia 23 de outubro de 2020, o Ame-se já fez a reconstrução mamária completa de 15 pacientes e tem o objetivo de zerar a fila de espera pela cirurgia em todo o estado.

A primeira operação feita pelo programa foi a da paciente Maria Fernanda, de 40 anos, que aconteceu em 25 de janeiro de 2021. Ela relatou que o processo das consultas até a cirurgia foi muito tranquilo e superou suas expectativas. “Amei o resultado, não tenho nem palavras para agradecer todos os envolvidos diretamente e indiretamente nesse programa, que devolveu não só a minha autoestima, e sim de várias mulheres”, disse Maria Fernanda.

No dia 22 de março deste ano, o Ame-se passou por uma pausa, devido ao aumento dos casos da Covid-19 em Alagoas. Em julho, entretanto, após a redução do número de casos do novo coronavírus, da curva de contágio e das internações hospitalares, o programa foi retomado.

Para a mastologista e coordenadora do Ame-se, Francisca Beltrão, o programa proporciona para as mulheres mastectomizadas [que tiveram a retirada total ou parcial da mama], além da autoestima, a devolução da própria sexualidade. “O depoimento delas é importante e mostra que melhorou muito a vida conjugal, além da socialização, onde agora elas colocam um biquíni, um decote, coisas que parecem corriqueiras, mas, para elas, eram um tabu. O programa já causou uma revolução, pois só eram feitas quatro ou cinco cirurgias desse tipo por ano e, agora, em um ano de programa, já fizemos 15. É muito gratificante ver a alegria dessas mulheres”, afirma.

Ainda segundo a médica, infelizmente, muitas mulheres que foram mastectomizadas não procuram a cirurgia para reconstruir a mama por medo. Isso porque elas já passaram por um processo lento e doloroso quando foram diagnosticadas com o câncer de mama e não querem mais passar por outras cirurgias.

“Além dos SISREG, nós também fizemos buscas ativas pelas pacientes no começo do programa. Temos várias ONGs [Organizações Não Governamentais] de apoio às mulheres com câncer de mama que foram parceiras. Também entramos em contato com os Centros de Tratamentos de Câncer de Alagoas para informar sobre o programa e ofertar para quem tiver interesse”, enfatiza Francisca Beltrão.

Para o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, o programa é de fundamental importância para as mulheres alagoanas que sofreram com o câncer de mama e, hoje, estão curadas. “O programa Ame-se chegou para ficar. Ele virou uma política pública em Alagoas. Sem dúvida nenhuma, é o primeiro Estado do Brasil que tem adotado essa sistemática de operar as mulheres a partir da reconstrução mamária, mulheres mastectomizadas, para que elas tenham o direito de serem cuidadas, tratadas e, caso necessitem e queiram, de reconstruir suas mamas e resgatar a autoestima e o seu sentido de viver. Isso eu vou levar comigo no coração, nessa minha passagem aqui na Saúde”, disse Ayres.

Como funciona – As pacientes atendidas pelo Programa Ame-se passam por consulta com um mastologista, têm o acompanhamento de um nutricionista e também de um psicólogo. Após isso, elas passam pela avaliação dos cirurgiões plásticos, que avaliam o tipo de cirurgia mais adequada para cada paciente.

O objetivo da cirurgia de reconstrução é remodelar ou reconstruir as mamas após a mastectomia, que remove toda a mama, incluindo mamilo e aréola.

O procedimento também é realizado após a lumpectomia, que remove apenas o pedaço onde está localizado o tumor.

Fonte: Cada Minuto

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