A região é o principal alvo astrobiológico do rover pela presença das rochas que têm, provavelmente, maior potencial de conter sinais de vida antiga e que também podem revelar pormenores sobre o clima no planeta vermelho e sobre a sua evolução ao longo do tempo.

Desde o momento em que amartou, em fevereiro de 2021, Perseverance tem testado as suas ferramentas e instrumentos para recolher várias impressões sobre o que está à sua volta, além de algumas amostras de rochas. Agora na base do delta de Cratera Jezero, vasculha a área em busca das melhores provas, entre as camadas sedimentares mais profundas.

Em imagens de closeup, o rover da NASA mostra que anda “a limpar o pó” da superfície das rochas que com que se depara para identificar um alvo com maior hipótese de conter sinais de vida passada, refere na sua conta do Twitter.

Perseverance tem um incrível conjunto de instrumentos que podem fornecer pistas sobre a química, mineralogia e estrutura do delta, examinando os sedimentos até a escala de um grão de sal, segundo a equipa que gere a missão.

Certezas sobre os sinais detetados só poderão, no entanto, existir depois que as amostras que o rover anda a recolher forem transportadas para Terra para serem analisadas por ferramentas mais precisas, o que só deverá acontecer na década de 2030.

Até lá, Perseverance vai continuar como protagonista da missão Mars 2020, possivelmente mais tempo além do planeado. Segue acompanhado do mini helicóptero Ingenuity que, apesar do parco tamanho, já deu várias provas da sua resistência e que ainda recentemente captou no seu voo os destroços dos componentes que ajudaram o rover durante o processo de descida até solo marciano, um episódio que ficou para a história como os “sete minutos de terror”.

*Tek Sapo