Anadia/AL

28 de fevereiro de 2024

Anadia/AL, 28 de fevereiro de 2024

Ex-moradores liberam Fernandes Lima e rumam ao Centro

Populares cobraram providências da empresa Braskem, que provocou o afundamento do solo nos bairros do Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto, Farol e Mutange | 15:33

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 6 de dezembro de 2023

Braskem

Ex-moradores rumam em direção ao Centro | Livia Tenório

Por Jobison Barros e Livia Tenório

Ex-moradores dos bairros atingidos pelo afundamento do solo realizaram um grande ato público, na manhã desta quarta-feira (6), em frente ao Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (CEPA), fechando a Fernandes Lima no sentido Tabuleiro-Centro. Após horas de protesto, a via principal do bairro do Farol foi liberada, mas eles seguiram em passeata pelas ruas do Centro.

Na manifestação – que contou com cartazes, carros de som e palavras de ordem -, os populares cobraram providências da empresa Braskem, que provocou o afundamento do solo nos bairros do Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto, Farol e Mutange, tendo sido agravado pelo risco de colapso da mina 18.

A mobilização, impulsionada pelo Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) e pela Associação de Empreendedores Vítimas da Mineração em Maceió, recebe o apoio de várias organizações e movimentos populares do campo e da cidade, além da participação de moradores dos bairros atingidos que foram desapropriados e os remanescentes, como os moradores dos Flexais e Bebedouro, atingidos diretamente pelo descaso diante do agravamento da situação com risco iminente de colapso de uma nova mina na capital alagoana.

Logo no início da manhã, os ex-moradores começaram a chegar ao Cepa para um dia de mobilização contra a petroquímica. Em pouco tempo, eles bloquearam a via no sentido Centro, deixando o trânsito ainda mais caótico.

Após horas de ato público, os populares resolveram seguir em passeata pela avenida, em direção ao Centro, onde se concentram em frente ao prédio da Assembleia Legislativa (ALE), para cobrar um diálogo com os deputados, já que, segundo eles, “não tomaram nenhum posicionamento em meio a essa situação”.

Ex-moradores rumam em direção ao Centro – Foto: Livia Tenório

COLAPSO DE MINA

O problema se agravou ainda mais com a iminência do colapso da mina 18 operada pela Braskem. A Defesa Civil de Maceió informou, na manhã desta quarta-feira, que o deslocamento vertical acumulado da mina n° 18 é de 1,92 m e a velocidade vertical é de 0,2 cm por hora, apresentando um movimento de 4,9 cm nas últimas 24h, quando, no boletim passado, o valor era 5,5 cm.

O órgão permanece em alerta devido ao risco de colapso da mina, que está na região do antigo campo do CSA, no Mutange.

“Por precaução, a recomendação é clara: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo”, informa a Defesa Civil.

A equipe de análise da Defesa Civil ressalta que essas informações são baseadas em dados contínuos, incluindo análises sísmicas.

Protesto de populares em frente à ALE – Foto: Livia Tenório

Populares em ato público no Centro – Foto: Livia Tenório

Redação com Gazeta Web

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