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28 de fevereiro de 2024

Anadia/AL, 28 de fevereiro de 2024

VÍDEO: Renan Calheiros diz que senadores assinarão CPI da Braskem até sexta-feira (8)

Senador alagoano deu a informação por meio de um vídeo publicado nesta quarta-feira, 06, em uma rede social | 21:12

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 6 de dezembro de 2023

renan

Renan Calheiros (MDB) - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Por Cinara Corrêa 

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) comemorou, nesta quarta-feira, 06, o fato de os líderes dos partidos terem se comprometido a indicar nomes para a CPI ainda esta semana.

“Agradeço aos senadores pela sensibilidade e, especialmente, aos alagoanos, pela luta para iniciarmos a investigação sobre a responsabilidade jurídica da Braskem nas reparações”.

Em 14 de setembro, o senador apresentou requerimento no Senado Federal, para a criação da CPI da Braskem, com objetivo de investigar a responsabilidade jurídica socioambiental da mineradora em decorrência “do maior acidente ambiental urbano já constatado no país”. Em razão da exploração do sal-gema pela Brasken, vários bairros da cidade de Maceió sofreram afundamento de solo, prejudicando mais de 200 mil pessoas. A Comissão Parlamentar de Inquérito terá como objetivo apurar possíveis omissões da Braskem na reparação a Maceió e aos moradores de cinco bairros da capital alagoana que tiveram o solo afundado.

O requerimento contou com o apoio de 45 senadores, acima das 27 assinaturas necessárias para sua criação. Após a leitura do requerimento, foi aberto o prazo para que os líderes partidários indiquem os membros que vão compor o colegiado. O grupo será composto por 11 membros titulares e sete suplentes, com prazo de 120 dias e limite de despesas de R$ 120 mil para proceder as investigações.

Em Plenário, Renan Calheiros justificou a abertura da CPI por “falta de transparência” da Braskem. De acordo com o senador, passados cinco anos do início da catástrofe ambiental, a reparação integral dos danos pela mineradora estaria longe de se efetivar. Na sua avaliação, a reparação integral dos danos socioambientais, adotando medidas de mitigação, reparação, compensação e indenização — bem como a garantia de recursos necessários para o seu cumprimento — não está sendo feita pela Braskem.

“Não obstante a realização de acordos judiciais com os moradores, há um desconhecido passivo decorrente das necessárias medidas de preservação do patrimônio ambiental e histórico de Maceió, além de, recentemente, o município ter assinado acordo com a empresa para a reparação dos danos urbanísticos no valor de R$ 1,7 bilhão, que não estavam previstos anteriormente. Somam-se ao passivo, a perda de arrecadação tributária estadual, novos riscos, ações judiciais individuais em trâmite e a demanda por infraestrutura metropolitana”, argumenta o senador no requerimento.

Renan ainda aponta a necessidade de se investigar a solvência da empresa e as decisões de seus acionistas controladores que, conforme denúncia, “distribuíram volumosos dividendos” mesmo após ter sido constatado o dano socioambiental. Para ele, é importante apurar os reflexos em “seus milhares de investidores e acionistas”. Além disso, o processo de venda da empresa, que está em curso, deve levar em conta os custos que serão destinados para a recuperação do desastre em Maceió.

— Essa CPI é fundamental para […] construir um fórum de conversa e de negociação para que, mesmo em havendo a venda da Braskem — nós não somos contra — se dê num cenário em que a Braskem cumpra, honre, pague, todos os compromissos assumidos em função do crime ambiental — afirmou o senador.DesastreA Braskem S.A., empresa petroquímica controlada pela Novonor S. A., foi responsável, com a extração mineral de sal-gema, pelo afundamento e de cinco bairros em Maceió, que deixou um rastro de destruição em Pinheiro, Bom Parto, Mutange, Bebedouro e Farol. Os primeiros registros foram identificados em 2018, após fortes chuvas na capital. A mineração criou crateras subterrâneas, que fizeram casas e prédios racharem. Aproximadamente 55 mil pessoas abandonarem suas residências e seus negócios, criando verdadeiros bairros fantasmas.

A Braskem S.A., empresa petroquímica controlada pela Novonor S. A., foi responsável, com a extração mineral de sal-gema, pelo afundamento e de cinco bairros em Maceió, que deixou um rastro de destruição em Pinheiro, Bom Parto, Mutange, Bebedouro e Farol. Os primeiros registros foram identificados em 2018, após fortes chuvas na capital. A mineração criou crateras subterrâneas, que fizeram casas e prédios racharem. Aproximadamente 55 mil pessoas abandonarem suas residências e seus negócios, criando verdadeiros bairros fantasmas.

* Redação com Jornal de Alagoas 

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