Johnny Andrade Barbosa e Cleiton Zanatta, do Mato Grosso, foram agredidos por comerciantes, no sábado (27), por conta do valor cobrado para uso de cadeiras em uma das barracas da faixa de areia.
Por conta do ocorrido, a gestão municipal anunciou a suspensão temporária, pelo prazo de uma semana, das atividades da barraca envolvida no episódio.
Além disso, foi imposto o afastamento imediato e preventivo dos garçons e atendentes envolvidos, até a conclusão das investigações policiais.
“A Prefeitura do Ipojuca reforça que repudia qualquer forma de violência e reafirma seu compromisso com a segurança, o respeito aos visitantes e a defesa dos direitos do consumidor. O município destaca que episódios dessa natureza são inaceitáveis e não refletem a vocação de Porto de Galinhas como destino acolhedor, seguro e preparado para receber turistas de todas as partes do país e do mundo e mundialmente premiado”, informou a gestão.
Confira o vídeo divulgado pelo casal agredido:
As seguintes medidas serão tomadas:
- Reforço das ações de fiscalização na orla, com ampliação do efetivo da Guarda Municipal e da Secretaria de Meio Ambiente atuando na área;
- Intensificação da fiscalização para coibir práticas irregulares, como venda casada e exigência de consumação mínima;
- Reforço das ações de fiscalização quanto ao cumprimento do Código de Defesa do Consumidor, inclusive sobre a ação de pessoas que atuam de forma irregular como “flanelinhas”.
As ações fazem parte de um conjunto de medidas que vêm sendo adotadas pela gestão municipal para fortalecer a segurança, a organização do comércio de praia e a boa experiência dos visitantes.
Para situações de emergência ou registro de ocorrências do tipo que possam acontecer, a Prefeitura de Ipojuca anunciou o contato do Centro Integrado de Defesa Social Municipal (CIDEM): (81) 99463-2859.
“Estamos trabalhando para que haja a punição de todos os responsáveis”
A governadora Raquel Lyra (PSD) comentou, durante entrevista à Folha de Pernambuco, a agressão ocorrida no sábado (27).
“Já estamos trabalhando para que haja a punição de todos os responsáveis que estiveram ali, identificando a conduta de cada uma das pessoas envolvidas para que a gente possa trabalhar o inquérito policial, o indiciamento das pessoas, encaminhar para a Justiça para que eles sejam responsabilizados, inclusive criminalmente”, afirmou.
Além de comentar sobre a ação da justiça sobre os responsáveis, a governadora ainda destacou que os episódios não são incomuns.
“Nós temos ali uma situação em Porto de Galinhas que não é de hoje. Existem queixas, sim, de pessoas que se sentem assediadas a partir da abordagem de alguns dos trabalhadores que ali estão”, afirmou.
Segundo a governadora, é importante que ações desse tipo sejam coibidas através de ações educativas de sensibilização, formação e qualificação de quem trabalha nas barracas da praia.
Forças de segurança
A Secretaria de Defesa Social (SDS) realizou uma coletiva onde o subcomandante-geral da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), coronel Cláudio Ricardo Gonçalves Lopes, explicou quais ações serão tomadas sobre o caso.
“Esse é um trabalho dos órgãos competentes para o controle do comércio. Nós daremos o apoio na parte de segurança pública, mas cada órgão tem a sua competência e aí cabe ao Procon municipal e ao Procon do Estado intervirem nessa fiscalização”, disse o coronel.
Segundo o subcomandante, não há registros de denúncias de práticas abusivas relacionadas ao comércio nas praias.
“Se as pessoas não fazem a denúncia, não tem estatística. Assim, o nosso planejamento vai ficar em cima das nossas denúncias”, explicou.
C/ Folha PE

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