O sistema Xermosol foi desenvolvido pelo jovem Rayvon Stewart a partir da observação direta da rotina hospitalar e consegue matar até 99,9% dos patógenos. E o principal: é seguro para pessoas e animais.
O projeto chamou a atenção de pesquisadores e especialista porque une tecnologia simples, baixo custo e pode ser adaptado em locais onde bactérias se multiplicam com mais rapidez, como no clima tropical do Caribe e regiões quentes e pobres.
Jovem pobre e obstinado
Stewart, agora com 30 anos, tinha apenas 23 e era estudante da Universidade de Tecnologia da Jamaica quando idealizou o modelo pioneiro de maçaneta autodesinfetante ultravioleta. Desde então, ele tem trabalhado para levar o produto ao mercado, que conta com proteção de patente provisória sob o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes , tendo conquistado, no processo, o Prêmio Nacional da Juventude do Primeiro-Ministro da Jamaica e o Prêmio de Inovações em Saúde da Commonwealth.
Stewart cresceu em uma família humilde com sua avó, na comunidade agrícola rural de Mount Prospect. “Mesmo que os tempos fossem difíceis, nunca pensamos muito nisso. Sabíamos que tínhamos algo a fazer como família”, disse ele.
O engenheiro de software e seu primo foram os primeiros da família a ingressar na universidade. Lá, ele descobriu sua paixão por invenções e participou de uma competição com sua primeira ideia: um software de modelagem 3D que permitiria às pessoas experimentar roupas virtualmente antes de comprá-las online. Quando começou a trabalhar como voluntário em um hospital, sua paixão por inovação se transformou em uma busca por soluções para problemas reais.
Como funciona a maçaneta autodesinfetante
A Xermosol tem formato circular, lembrando um personagem de videogame. Parte da estrutura abriga os componentes tecnológicos sob uma capa cinza.
A área tocada pela mão fica exposta à luz ultravioleta. Um sensor identifica o uso e ativa o sistema automaticamente.
Em cerca de 30 segundos, a superfície passa pelo processo de desinfecção, sem necessidade de produtos químicos.
Segundo especialistas, o clima quente e úmido do Caribe favorece a proliferação de bactérias. Por isso, o equipamento tem grande potencial para hospitais e espaços públicos.
A microbiologista Camille-Ann Thoms-Rodriguez, da Universidade das Índias Ocidentais, destacou o impacto da criação. Disse que a comunidade científica tem orgulho do estudante.
Ela reforçou que boas ideias não surgem apenas em países ricos e que a região também produz inovação em saúde.

















