Por: Milena Armando
Nos próximos dias, uma significativa atividade no Sol colocará o mundo em alerta. Uma explosão solar de classe X, categoria mais alta de erupções solares, lançou uma ejeção de massa coronal (CME) em direção à Terra.
Especialistas do Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC) esperam que essa nuvem de plasma atinja a magnetosfera terrestre, podendo causar deslumbrantes auroras e impactos em comunicações.
A CME tem potencial de desencadear uma tempestade geomagnética de intensidade G3 ou até G4, na escala da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).
Essas tempestades podem interferir em comunicações de rádio, sistemas GPS e em satélites, além de proporcionar a rara visão de auroras em áreas menos comuns como o norte da Califórnia e o Alabama, nos Estados Unidos.
Impactos tecnológicos e satélites em alerta
Tempestades geomagnéticas, como a esperada, costumam trazer consequências importantes para a tecnologia.
Os satélites DSCOVR e ACE, que monitoram partículas solares, são essenciais para antecipar eventos e mitigar danos potenciais. Durante as tempestades, o campo magnético da Terra pode oscilar drasticamente, ameaçando sobrecarregar infraestruturas elétricas.
Essas oscilações aumentam o risco de interrupções em redes elétricas e em componentes metálicos, potencializando blecautes.
Satélites e outros sistemas no espaço devem estar em alerta máximo para ajustar seus sistemas e rotas, minimizando interrupções operacionais e garantindo continuidade nas comunicações.Incerteza da tempestade e a orientação do campo magnético
O impacto exato ainda é incerto devido à orientação do campo magnético da CME. Um alinhamento sul pode conectar-se ao campo terrestre e intensificar a tempestade, aumentando seu potencial destrutivo. Por outro lado, um campo orientado para o norte tende a gerar efeitos menos pronunciados.
Medidas de precaução contra eventos de classe X
Eventos de classe X exigem preparação. Históricos mostram que tempestades similares já causaram apagões, como o ocorrido em Quebec, Canadá, em 1989.
Assim, agências emitiram alertas para redes elétricas e operadores de satélites, além de informarem empresas aéreas e marítimas para ajustes táticos.
A população em regiões mais ao sul, pouco habituada a auroras, pode ter a chance excepcional de observar o fenômeno. No entanto, a visibilidade depende da interação entre os campos magnéticos solar e terrestre.
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