Sem rodeios, Lula afirmou que o PT não é forte em todos os estados e precisa agir com pragmatismo para vencer o pleito. Segundo ele, acordos políticos são instrumentos táticos para garantir governabilidade.
O presidente também criticou disputas internas e alertou que o partido não pode se afastar da sociedade. “É o partido que tem que ser forte, não é o Lula”, afirmou, ao defender que a legenda volte a dialogar diretamente com a população, inclusive nas periferias e entre evangélicos.
Ao relembrar a fundação do PT nos anos 1980, Lula disse sentir saudade de um período em que campanhas eram financiadas de forma militante, sem a influência excessiva do dinheiro. Para ele, o atual modelo eleitoral “apodreceu” a política brasileira.
O presidente ainda fez uma autocrítica sobre o apoio do PT às emendas impositivas, classificando o volume de recursos controlados pelo Congresso como um “sequestro” do orçamento do Executivo.
Apesar do tom crítico, Lula encerrou a fala em clima de mobilização. Disse que o PT só perde a eleição presidencial “para si mesmo” e classificou a disputa eleitoral como uma guerra política que exige preparo e engajamento.
ABN C/ BNC Amazonas

















