Por Mariza Sabino
O mais recente levantamento da Datafolha aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ( PT) ultrapassou o senador Flávio Bolsonaro ( PL) entre intenções de voto dos eleitores moderados ou de “centro”. Essa parcela da população é conhecida por definir o voto com base em indicadores práticos e por decidir as eleições nacionais de fato, é o que aponta professor e estrategista político.
Com margem de erro de cinco pontos percentuais, a pesquisa Lula tem 31% das intenções de voto e Flávio, 17%, seguidos por Romeu Zema (Novo), com 9%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, tendo como base o grupo moderador.
Já no levantamento espontâneo entre eleitores de centro, 15% citam Lula, 2% Flávio e 2% Jair Bolsonaro (PL). Se houvesse um segundo turno entre Lula e Flávio, esse grupo votaria em Lula com 41% e Flávio 32%. Deste público, 24% votariam em branco e 3% não sabem.
No cenário geral, o chefe do executivo é apontado pela pesquisa liderando Flávio no primeiro turno por aproximadamente seis pontos no eleitorado total. Já o cenário para um segundo turno surge um empate, com 46% para Lula e 43% para Flávio.
Quem são os eleitores de centro?
Segundo Marcos Marinho, esse “tipo” de eleitor foge aos polos partidários “cristalizados” e se colocam na posição observadora e analítica no contexto.
“É um eleitor que se move muito mais pelos estímulos que ele vai recebendo durante o processo eleitoral do que por um viés ideológico que aceita você ignorar equívocos, ignorar erros de gestão, ignorar escândalados”.
A pesquisa reforça que mesmo com o Brasil dividido politicamente, a disputa pelo “coração” do eleitorado de centro está pulsando pelo governo atual.
Segundo Marinho, a vantagem de Lula nesse nicho sugere que o atual governo tem mantido um diálogo mais eficiente com o perfil desse eleitor em comparação ao Flávio Bolsonaro que tem base mais conservadora e resistente. “A questão para esse eleitor é o equilíbrio político e retórico”, concluiu.
Reações iniciais
Segundo apurado entre fontes do iG para a oposição os dados sinalizam a necessidade de um possível ajuste no discurso e no posicionamento se o objetivo for a conquista desse público. Já no Planalto os números indicam o reforço e reconhecimento governamental e é recebido com “resiliência estratégica”.
A pesquisa foi feita na primeira semana de março, entre os dias três e cinco e entrevistou 2.004 pessoas em 137 municípios.
Fonte: iG

















