Por trás dessa aparente ajuda inofensiva, um crime passou a ser tipificado no Código Penal brasileiro nesta segunda-feira (4).
Na prática, a pessoa — consciente ou não — acabava fazendo o papel de laranja em um golpe, esquema de corrupção, lavagem de dinheiro ou sonegação fiscal.
Pessoas laranjas são aquelas que emprestam (mediante pagamento ou não) seus dados pessoais, como nome, CPF e conta bancária, para que outras pessoas registrem bens ou movimentem dinheiro sem serem identificadas. Até mesmo para receber salário de uma outra pessoa.
Por décadas no Brasil, após o fim dos cheques e a modernização das transferências — e logo depois com a evolução do PIX — os grupos criminosos usaram dessa engenharia criminal para lavar dinheiro e não deixar rastro.

















