Por: Igor Siqueira e Rodrigo Mattos
O presidente da CBF, Samir Xaud, deixou, momentaneamente, o ambiente da seleção brasileira na Copa do Mundo. Ontem, fotos de uma suposta relação extraconjugal foram vazadas.
O dirigente não está na região de Nova Jersey/Nova York hoje, quando a seleção fez o seu primeiro aberto para familiares dos jogadores. O trabalho foi feito no CT do Red Bull em Morristown, em Nova Jersey, e foi fechado para a imprensa.
O presidente da CBF costuma estar presentes em eventos como o de hoje. Ele esteve nas movimentações do dia 2 de junho, um dia depois da chegada da seleção aos EUA, quando a CBF abriu o trabalho para imprensa e torcedores. Depois, não foi mais visto.
Samir foi para Orlando, cidade em que estão os presidentes de federações estaduais que acompanham a primeira fase da Copa. Ele volta à delegação da seleção na sexta-feira, para o duelo contra o Haiti, na Filadélfia.
O presidente demonstrou bastante abatimento em relação aos problemas e relatou a pessoas próximas que entendeu a existência de um ambiente negativo em torno de si mesmo. A denúncia de que estava traindo a mulher nos Estados Unidos foi publicada ontem pelo jornalista Léo Dias.
A opção tomada foi por evitar circular entre os jogadores, por ora. A avaliação é que o encontro com familiares dos atletas seria visto como sensível diante da polêmica enfrentado por Xaud.
Aliados dizem que a viagem estava agendada antes de o caso ser publicado. Oficialmente, a CBF vai nesse mesmo caminho. A entidade informou que “a viagem para Orlando já fazia parte da programação de Xaud na Copa do Mundo”.
A apuração do UOL é que Samir aproveitou a ocasião para, de fato, evitar a exposição. Ele tinha ciência de que a situação extraconjugal estouraria nesta semana.
O UOL tem conversado com presidentes de confederações desde a publicação das fotos de Samir e o discurso é de que não há ressalva política em relação ao presidente da CBF. O grupo tenta passar uma mensagem de apoio.
Quanto à questão administrativa, a CBF refuta a versão de que a viagem da mulher que se encontrou com Samir tenha sido bancada com verba da entidade. Em Orlando, Samir também vai se encontrar com seus familiares que acompanham a Copa.
Os dirigentes e seus familiares vão para a Filadélfia assistir, na sexta-feira, ao segundo jogo do Brasil na Copa, contra o Haiti. Samir tem previsão de ir ao jogo até porque tem obrigações institucionais.
Redação com Uol / Esportes

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