O acesso ao emprego, ao crédito e à qualificação profissional tem mudado a realidade de milhares de brasileiros inscritos no Cadastro Único. Por meio do Programa Acredita, o governo federal consolidou uma estratégia que integra políticas sociais e desenvolvimento econômico, criando caminhos para que pessoas em situação de vulnerabilidade ampliem a renda, empreendam e conquistem autonomia financeira.
O programa reúne ações de qualificação profissional, acesso ao emprego e incentivo ao empreendedorismo, conectando pessoas inscritas no Cadastro Único às oportunidades geradas pela economia. A iniciativa busca ampliar a inclusão produtiva e fortalecer a participação de trabalhadores e pequenos empreendedores no crescimento econômico do país.
Do benefício à autonomia
A trajetória de Ivan Oliveira, morador de Natal (RN), exemplifica a transformação que o programa busca promover. Depois de enfrentar um período de desemprego ao lado da família, ele encontrou uma oportunidade de inserção no mercado formal por meio das parcerias do Acredita.
“Quando minha família e eu ficamos sem emprego, foi o Bolsa Família que nos ajudou. Hoje, graças ao Programa Acredita, estou empregado e com salário”, relata Ivan.
A contratação ocorreu por meio das ações de inclusão produtiva desenvolvidas pelo programa em parceria com empresas que passaram a oferecer vagas direcionadas a pessoas inscritas no Cadastro Único. A iniciativa busca aproximar trabalhadores das oportunidades disponíveis no mercado e ampliar o acesso ao emprego formal.
Mulheres lideram a transformação

O empreendedorismo é outra frente importante do Acredita. Atualmente, as mulheres representam cerca de 70% do público atendido pelas ações voltadas ao acesso ao crédito e ao fortalecimento de pequenos negócios.
Em Parnamirim (RN), a empreendedora Zenilda Aleixo encontrou no programa a oportunidade de estruturar seu próprio negócio. Com o crédito obtido por meio da iniciativa, investiu no comércio de roupas femininas, peças praianas e perfumaria, criando um ponto de venda ao lado da residência da família.
Também no Rio Grande do Norte, a autônoma Aline Medeiros viu no programa uma alternativa para enfrentar períodos de instabilidade financeira e investir na ampliação de sua atividade profissional.
“Eu me preocupava nos meses em que sabia que teria menos dinheiro. Quando conheci as condições do Acredita, especialmente os juros acessíveis, percebi que era a oportunidade de investir com segurança”, destacou.
Além de ampliar a renda de empreendedores individuais, o acesso ao crédito tem contribuído para a geração de trabalho e para o fortalecimento das economias locais. O Fundo Garantidor do programa reduz barreiras históricas enfrentadas por pequenos empreendedores ao facilitar o acesso a financiamentos destinados exclusivamente a atividades produtivas.
Em Oeiras (PI), Marcos Styllus transformou uma rotina de jornadas duplas em um empreendimento consolidado. Vindo de uma família do interior, dividia o tempo entre o trabalho como vendedor durante o dia e a atuação como barbeiro à noite.
Com o crescimento do negócio, Marcos passou a gerar oportunidades para outras pessoas. Hoje, conta com uma equipe de seis colaboradores diretos, demonstrando como o fortalecimento de pequenos empreendimentos pode repercutir na geração de renda e emprego nas comunidades onde estão inseridos.
Da vulnerabilidade ao empreendedorismo

No Piauí, a trajetória de Valdelice dos Santos Carvalho mostra como o acesso ao crédito e à qualificação pode abrir novos caminhos para a geração de renda. Após enfrentar dificuldades financeiras, ela encontrou na confeitaria uma oportunidade para empreender e construir uma nova atividade econômica para a família.
“Fiquei preocupada, um dia eu fui dormir na casa dos meus pais e sonhei em trabalhar na área da confeitaria. Acordei com aquilo na minha cabeça e falei para meu esposo que queria fazer um curso para confeiteira”, relembra.
A partir dessa decisão, Valdelice transformou a produção de bolos e doces em fonte de renda e passou a enxergar novas perspectivas de crescimento profissional. Sua história ilustra como o acesso a oportunidades pode contribuir para ampliar a autonomia financeira de famílias em situação de vulnerabilidade.
Crescimento com inclusão
As trajetórias de Ivan Oliveira, Zenilda Aleixo, Aline Medeiros e Valdelice dos Santos Carvalho ajudam a traduzir um movimento que também aparece nos indicadores nacionais. Nos últimos dois anos, 17,5 milhões de brasileiros saíram da pobreza e quase 5 milhões ingressaram no mercado formal de trabalho. Nesse período, o Brasil deixou o Mapa da Fome. Em 2024, 75,5% das vagas criadas no mercado formal foram ocupadas por beneficiários do programa Bolsa Família, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Ao combinar qualificação, acesso ao emprego e crédito para atividades produtivas, o Programa Acredita busca ampliar oportunidades de geração de renda e fortalecer a inclusão produtiva em diferentes regiões do país.

Redação com Brasil 247

Acesse e Compartilhe a Notícia















