
O jornalista Joaquim de Carvalho, repórter especial do Brasil 247, que está no Irã acompanhando as cerimônias fúnebres de Ali Khamenei, afirmou que os Estados Unidos voltaram a atacar o país nas primeiras horas desta quarta-feira (8), horário local. Em relato enviado diretamente do território iraniano, ele informou que a Guarda Revolucionária respondeu à ofensiva divulgando um comunicado no qual confirma ataques contra bases militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait.
Segundo Joaquim de Carvalho, as autoridades iranianas também relacionam a nova ofensiva militar dos Estados Unidos à expressiva mobilização popular registrada durante o funeral de Ali Khamenei, morto em uma operação atribuída pelos iranianos aos Estados Unidos e a Israel. De acordo com a Guarda Revolucionária, a demonstração de apoio popular representa uma derrota política para Washington.
Guarda Revolucionária denuncia violação de acordo
Em seu relato, Joaquim de Carvalho afirma que a Guarda Revolucionária considera que o novo bombardeio norte-americano viola o acordo celebrado em Islamabad, que havia estabelecido um entendimento entre as partes.
“O comunicado informa também que houve ataques iranianos contra bases militares no Bahrein e no Kuwait”, relata o jornalista.
Segundo ele, o texto divulgado pelas forças iranianas sustenta que os Estados Unidos acumulam sucessivos reveses e que a nova ofensiva militar não alterou a estabilidade política do país.
Funeral mobiliza milhões de iranianos
Joaquim de Carvalho também descreve a dimensão das homenagens prestadas a Ali Khamenei. Segundo seu relato, aproximadamente 15 milhões de pessoas passaram por Teerã para participar das cerimônias.
O jornalista destaca ainda que o funeral ainda não foi concluído. Após as homenagens na capital, os corpos de Ali Khamenei e de seus familiares — incluindo o de sua neta de um ano e dois meses — seguiram para Qom, considerada uma das cidades mais sagradas do islamismo xiita.
Na sequência, o cortejo retornará para o Irã oriental, onde o líder será sepultado em Mashhad, outro dos principais centros religiosos do país.
Irã afirma que estrutura do Estado saiu fortalecida
Outro ponto destacado por Joaquim de Carvalho é a interpretação apresentada pela Guarda Revolucionária sobre os desdobramentos políticos da morte de Ali Khamenei.
Segundo o comunicado, a intensa participação popular nas cerimônias desmente a expectativa manifestada anteriormente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a morte do líder iraniano provocaria o colapso da estrutura de poder do país.
Na avaliação apresentada pelas autoridades iranianas, ocorreu justamente o oposto: a mobilização nacional em torno das homenagens seria uma demonstração de unidade e de fortalecimento das instituições da República Islâmica diante da escalada militar no Oriente Médio.
Diretamente do Irã, Joaquim de Carvalho informou que continuará acompanhando os desdobramentos da crise e enviando novas atualizações sobre a evolução do conflito e das cerimônias fúnebres de Ali Khamenei.
Redação com Brasil 247

















