Anadia/AL

23 de julho de 2026

Anadia/AL, 23 de julho de 2026

“Há outras moedas, outros mercados”, diz Lula, ao reforçar o plano Brasil Soberano

Presidente também afirmou que “há males que vêm para o bem” ao comentar o tarifaço de Donald Trump.

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 23 de julho de 2026

Politica 1

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ( Lula ) - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil está preparado para ampliar suas relações comerciais, buscar novos parceiros e negociar utilizando outras moedas diante das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump aos produtos brasileiros.

Ao reforçar as diretrizes do plano Brasil Soberano, Lula declarou que o país não ficará lamentando eventuais perdas no mercado norte-americano e aproveitará o novo cenário para diversificar suas exportações.

“Há outras moedas, outros mercados”, afirmou o presidente, ao defender uma política externa voltada à abertura de novas oportunidades para empresas e produtos brasileiros.

“O Brasil não vai perder”

Lula demonstrou confiança na capacidade do país de superar os efeitos do tarifaço e lembrou que o Brasil mantém uma relação comercial deficitária com os Estados Unidos, contrariando o argumento de que os norte-americanos seriam prejudicados pelo comércio bilateral.

“O Brasil não vai perder. Nós vamos ganhar porque somos teimosos, não fazemos bravatas, temos razão e porque somos deficitários em relação aos Estados Unidos”, declarou.

Segundo o presidente, o governo continuará negociando e procurando novos destinos para os produtos nacionais, em vez de permanecer dependente de um único mercado.

“Nós não vamos ficar chorando o produto que a gente não vendeu para eles”, disse.

Novos idiomas, moedas e mercados

Lula afirmou que o Brasil precisa se adaptar a uma economia mundial em transformação e aprender a negociar em diferentes ambientes comerciais.

“Estamos aprendendo a falar outros idiomas, negociar em outras moedas e procurar outros mercados”, declarou.

De acordo com o presidente, a estratégia do governo é encontrar alternativas que permitam compensar eventuais perdas provocadas pelas tarifas norte-americanas e, se possível, ampliar ainda mais as receitas obtidas pelo país com as exportações.

A meta, segundo Lula, é “suprir ou até ganhar mais do que a gente está ganhando”, por meio da diversificação dos parceiros comerciais e do fortalecimento da presença brasileira em diferentes regiões do mundo.

Brasil Soberano

O plano Brasil Soberano busca proteger empresas, trabalhadores e setores produtivos atingidos pelas medidas comerciais dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que estimula a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros.

A iniciativa também reforça a defesa da soberania nacional e a disposição do governo de responder às pressões externas sem abrir mão do diálogo e da negociação diplomática.

Para Lula, o Brasil deve agir com serenidade, evitar bravatas e demonstrar que possui condições econômicas, diplomáticas e comerciais para enfrentar o novo cenário.

Acordo com a União Europeia

O presidente citou como exemplo da diversificação comercial o avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, negociado ao longo de aproximadamente 25 anos.

Para Lula, a conclusão das negociações representa uma demonstração de que o Brasil e seus parceiros sul-americanos começaram a romper com antigas limitações e a buscar novas possibilidades de integração econômica.

“Nós saímos da mesmice”, afirmou.

O governo brasileiro também tem intensificado as relações com países da Ásia, da África, do Oriente Médio e da América Latina, além de defender o fortalecimento de mecanismos multilaterais como o Mercosul e o Brics.

“Há males que vêm para o bem”

Ao avaliar os possíveis efeitos políticos e econômicos do tarifaço de Trump, Lula afirmou que as dificuldades podem estimular o Brasil a se tornar mais forte, independente e preparado para enfrentar crises futuras.

“Há males que vêm para o bem”, declarou o presidente.

Segundo ele, momentos de pressão obrigam governos, empresas e a sociedade a buscar soluções, desenvolver novas estratégias e reduzir vulnerabilidades.

“Toda vez que aparece uma crise, a sociedade sempre encontra um jeito de sair mais forte”, afirmou.

Para Lula, a imposição de tarifas pode acabar acelerando a modernização da política comercial brasileira e incentivando o país a diversificar mercados, moedas e parceiros, reduzindo sua dependência das grandes potências tradicionais.

Redação com Brasil 247



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