Por Alessandra Ferreira
O Partido Missão oficializou neste sábado (1/8) a candidatura de Renan Santos à Presidência da República na disputa das eleições de 2026 durante o Congresso Nacional do partido, realizado na zona leste de São Paulo. Renan já havia sido anunciado pelo partido no último dia 20 de julho, durante convenção on-line, por medida de segurança.
Durante discurso de quase 1h, Renan fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Partido dos Trabalhadores, reforçando que o partido Missão é a “última linha de defesa do Brasil produtivo contra a vitória do pesadelo e da noite Petista”.
O adversário dele na corrida eleitora, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também foi alvo de ataques. O candidato do Missão afirmou que o senador é “o farsante, o fraco, o corrompido” na disputa eleitoral e que trocou “os milhões na rua pelos milhões na conta”, em referência ao áudio em que Flávio pediu dinheiro ao dono do Banco Master Daniel Vorcaro para financiar a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Renan fez ainda referências à criação do Movimento Brasil Livre (MBL) e atuação do grupo durante os protestos de 2013 e os pedidos de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).
Moro vaiado: “vai tomar no c*”
O discurso de Renan Santos também teve críticas a outros nomes da direita, como o candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL-PR).
Moro foi um dos mais vaiados pelos que estavam no congresso e foi definido pelo candidato do Missão como “um vassalo, um homem que não teve a estatura de defender o próprio legado e se submeteu a ser escravo daqueles que destruíram a sua grande obra, que era a Lava Jato”.
Veja abaixo:
Combate ao Crime Organizado
Uma das bandeiras de Renan é a criação de superpresídios para lideranças criminosas e o confisco de bens de integrantes de facções – parte da militância do Missão que acompanhou o evento vestia camisetas com a frase “prendeu, matou”. Durante a fala dele, Renan prometeu combater o crime organizado pelo país.
Renan alegou ter recebido ameaças das facções criminosas durante agendas no Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro, o que fez com que ele antecipasse o anúncio da candidatura dele e permitisse que fosse escoltado pela Polícia Federal (PF).
Congresso Nacional
O evento foi realizado neste sábado um pavilhão, às margens de trilhos de trem desativados na Mooca, bairro da zona leste de São Paulo. Durante o dia, foram realizados debates e palestras de formação partidária, além de e a apresentação do Livro Amarelo, coletânea de estudos e diretrizes do MBL, que baseiam o programa e o plano de governo das candidaturas do Missão.
Livro Amarelo e plano de governo
Ao todo, o livro tem quase 500 páginas. São 14 capítulos ilustrados e divididos em três partes que tratam de temas como: ajuste fiscal, segurança pública, saúde, educação, terras raras e política externa no Brasil. De acordo com o Missão, o projeto foi desenvolvido ao longo de mais de dois anos, com a participação de mais de 200 voluntários.
Antes de ser oficializado, Renan afirmou, em entrevista ao Metrópoles TV, que estará na disputa de 2º turno pelo Palácio do Planalto. Ele também se recusou a apoiar Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa contra o presidente Lula
“São dois incompetentes, são dois imbecis, são dois ladrões. O Brasil não pode ficar na mão desses caras. Então eu não consigo imaginar um segundo turno neles. O segundo turno com essas duas pessoas é uma derrota total e completa do país. É uma vergonha pra gente, é uma falta de ambição”, afirmou.
Renan ainda falou sobre ter se tornado alvo do crime organizado ainda durante a pré-campanha, o que fez com que o partido antecipasse a oficialização da candidatura dele por questões de segurança.

Reprodução

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Fonte: Metrópoles

















