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Por Jéssica Maes e Gustavo Queirolo
(Folhapress) – A área sob alerta de desmatamento na amazônia no último ano caiu ao menor patamar já registrado pelo sistema Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial), que iniciou o monitoramento no bioma em 2015. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, foram perdidos 2.874 km² de mata, queda de 36% na comparação com os 12 meses anteriores.
Já no cerrado, a queda foi menor, de 8%, e o índice ficou em 5.119 km² no mesmo período.
Os dados foram divulgados no início da tarde desta sexta-feira (7). Normalmente, os índices são atualizados na madrugada de sexta, em um portal de acesso aberto. Desta vez, foram publicizados em um evento na sede do Inpe, em São José dos Campos (SP), como parte das comemorações dos 65 anos do instituto.
O Deter emite alertas de que houve desmate em uma determinada área para orientar ações de fiscalização. Já os números oficiais são de outro sistema do instituto, o Prodes, mais preciso e tradicionalmente publicado em novembro.
O Inpe mede o período anual do desmatamento na amazônia e no cerrado de 1º de agosto de um ano a 31 de julho do ano seguinte. Isso porque a época de seca -que vai, principalmente, de julho a setembro- tem menos nuvens e melhores condições de captar imagens de satélite, além de concentrar a derrubada de vegetação. Assim, o recorte possibilita obter dados mais precisos sobre cada “temporada” de desmate.
A redução nas taxas da floresta amazônica representa uma vitória da retomada das políticas de combate à destruição ambiental sob a tutela de Marina Silva (Rede), que voltou a chefiar o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança Climática no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No período de agosto de 2021 a julho de 2022, o último ano-desmatamento cheio do governo Jair Bolsonaro (PL), o Deter registrava 8.590 km² perdidos no bioma -quase três vezes o número atual.
Na coletiva desta sexta, também houve a divulgação dos dados do Prodes para mata atlântica, pampa e caatinga.
Na mata atlântica, o desmate bateu pelo segundo ano consecutivo seu recorde mínimo, chegando a 402 km² em 2025, uma redução de 15% na comparação com o ano anterior.
O pampa também teve o menor número da série histórica, com 305 km² de vegetação nativa perdida, diminuição de 42%.
Na caatinga, o índice atingiu 2.289 km² em 2025, representando queda de 34% em relação ao período anterior.
● ICL Notícias
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