A decisão foi tomada após o fim da vigência do Decreto Municipal nº 010, publicado em 10 de abril deste ano, e considera que o processo erosivo continua ativo e ainda não foi estabilizado.

De acordo com a Secretaria Municipal de Agricultura e Defesa Civil, as medidas adotadas até o momento, como isolamento e interdição da área, restrição de acesso e monitoramento, são necessárias para reduzir os riscos, mas não foram suficientes para solucionar o problema de forma definitiva.

A área atingida fica próxima a uma das principais vias de acesso ao município, com circulação de veículos e pedestres e presença de residências, estabelecimentos comerciais, escolas, unidades de saúde e outros equipamentos urbanos. Com o avanço da erosão, permanecem os riscos para moradores, edificações, vias e estruturas públicas e privadas.

Com a prorrogação, o município deverá manter as ações de prevenção, monitoramento e resposta à situação, além de buscar intervenções estruturais para conter o avanço das erosões e tratar as causas do problema.

Relembre o caso

Segundo levantamento citado pela Defesa Civil, a área afetada passou de 990 metros quadrados, em 2016, para aproximadamente 7.600 metros quadrados em 2026. O volume de material erodido já é estimado em mais de 486 mil metros cúbicos.

A projeção técnica aponta que, caso o processo continue no ritmo atual, a área afetada poderá chegar a cerca de 15 mil metros quadrados até 2030.

O estudo aponta ainda que o avanço da erosão está relacionado à combinação de fatores naturais e à ação humana. O solo da região apresenta alta suscetibilidade à erosão, enquanto as chuvas intensas contribuem para acelerar o processo.

A Defesa Civil considera que o problema exige atuação integrada dos órgãos públicos e medidas emergenciais diante da velocidade com que a erosão vem avançando.

*Cada Minuto