Anadia/AL

28 de outubro de 2026

Anadia/AL, 28 de outubro de 2026

Lula tem condições de pacificar o país, diz vice-governador eleito do DF

Gustavo Rocha afirma que presidente reeleito deve liderar processo de reconciliação nacional e governar para todos os brasileiros, independentemente das diferenças políticas

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 28 de outubro de 2026

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Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne condições para liderar um processo de pacificação política do Brasil após sua reeleição, segundo o vice-governador eleito do Distrito Federal, Gustavo Rocha (Republicanos). Para o político, cabe ao chefe do Executivo federal assumir o protagonismo na construção de um ambiente de diálogo e entendimento nacional, com a participação de governadores, deputados e senadores.

Em entrevista à coluna Grande Angular, do Metrópoles, nesta quarta-feira (28), Rocha afirmou que a superação das divisões políticas do país não será imediata, mas destacou a importância de iniciar um esforço conjunto entre as diferentes esferas de poder. “Não é uma solução fácil nem rápida, mas precisamos começar. Precisamos pacificar o país através dos governadores, dos deputados, dos senadores e, principalmente, da Presidência da República”, declarou.

O vice-governador eleito também ressaltou que a vitória de Lula nas urnas lhe confere a responsabilidade de representar toda a população brasileira, inclusive os eleitores que apoiaram seu adversário na disputa presidencial. Na avaliação de Rocha, o presidente deve exercer o novo mandato sem distinções partidárias ou eleitorais.

Lula é presidente de todos os brasileiros, destaca Rocha

“A maioria da população reelegeu o presidente. E agora ele não é mais o presidente daqueles que votaram nele. Ele é o presidente de todos os brasileiros. E ele falou isso da mesma forma que a Celina falou aqui no Distrito Federal: passada a eleição, ela vai governar para todos, inclusive para quem não votou nela”, enfatizou.

A declaração de Rocha coloca Lula no centro de uma possível articulação para reduzir a polarização política após as eleições de 2026. Embora reconheça a importância da atuação de governadores e parlamentares, o vice-governador eleito considera que a Presidência da República deve conduzir o processo de aproximação entre os diferentes setores políticos.

Ao defender esse protagonismo, Rocha também estabeleceu um paralelo entre a postura esperada de Lula e o compromisso assumido pela governadora eleita do Distrito Federal, Celina Leão (PP), de administrar a capital federal para toda a população, independentemente das escolhas eleitorais.

Vice-governador eleito defende articulação entre os Poderes

Na avaliação apresentada durante a entrevista, a pacificação nacional depende de uma atuação coordenada que envolva o governo federal, os governos estaduais e o Congresso Nacional. Rocha reconheceu que o processo exige tempo, mas defendeu que a iniciativa seja tomada após a conclusão da disputa eleitoral.

A manifestação ganha relevância por partir de um integrante do Republicanos, partido distinto do PT, e de um político eleito na chapa de Celina Leão, do Progressistas. Sua defesa de uma atuação articulada com a Presidência da República aponta para a importância do diálogo institucional entre representantes de diferentes legendas.

O posicionamento também reforça a distinção feita por Rocha entre a disputa eleitoral e o exercício do mandato. Para ele, encerrada a eleição, o presidente passa a representar o conjunto da sociedade, e não apenas a parcela da população responsável por sua vitória nas urnas.

Gustavo Rocha foi ministro no governo Temer

Advogado, Gustavo Rocha tem experiência na administração pública federal. Antes de conquistar seu primeiro mandato eletivo, ocupou a chefia da área jurídica da Presidência da República e exerceu o cargo de ministro dos Direitos Humanos durante o governo de Michel Temer (MDB).

Nas eleições de 2026, disputou pela primeira vez um cargo eletivo e foi escolhido vice-governador do Distrito Federal na chapa liderada por Celina Leão.

Ao abordar os desafios políticos do novo mandato presidencial, Rocha defendeu que a pacificação do país seja tratada como uma responsabilidade compartilhada pelas lideranças nacionais, mas reiterou que a principal iniciativa deve partir da Presidência da República.

*Brasil 247

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