Mesmo após a confirmação da vitória de Lula nas urnas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta quarta-feira (28) que pretende continuar sua atuação política diretamente dos Estados Unidos, onde desembarcou após deixar o Brasil.
Em uma carta divulgada nesta tarde, Flávio agradeceu publicamente aos presidentes Donald Trump e Javier Milei e afirmou que sua saída do território brasileiro foi motivada pelo que considera uma perseguição judicial.
O senador também criticou o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela determinação de apreensão de seus passaportes, e questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin que prorrogou o horário de votação no segundo turno.
Flávio atribuiu à medida suspeitas sobre o resultado eleitoral, mas não apresentou provas de fraude.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, apenas cerca de 34,3 mil votos foram registrados após as 17h, enquanto a diferença entre Lula e Flávio ultrapassou 4,4 milhões de votos.
Apesar do discurso de contestação, Flávio afirmou que pretende organizar a oposição por meios pacíficos e legítimos, anunciando que apresentará uma estratégia de mobilização nos próximos dias.
O senador também declarou apoio a Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado.
A posição contrasta com a manifestação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que reconheceu o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O deputado federal alagoano Alfredo Gaspar, que disputou a vice-presidência na chapa de Flávio, também já havia reconhecido a derrota eleitoral em manifestação nas redes sociais.
Agora, uma das principais questões dentro do campo político ligado a Bolsonaro é como ficará a articulação da oposição com seu candidato presidencial fora do país.
Fonte: 7 Segundos


















