# Por Vitor Hugo Girotto
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou apoiar nesta quarta-feira (28) a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL) de que seria o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
Questionado por um jornalista se concordava com a afirmação, Trump disse que não queria se envolver no assunto, mesmo já tendo confirmado que o brasileiro recebeu autorização para entrar no país.
Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver.Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
Na mesma ocasião, o presidente estadunidense voltou a questionar o processo eleitoral brasileiro, novamente sem apresentar provas. Segundo ele, as eleições foram “muito estranhas”.
● Flávio muda carta
Mais cedo, Flávio Bolsonaro havia divulgado uma carta em uma rede social na qual se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. No documento, o senador também agradecia a líderes internacionais, incluindo Milei e também Trump, pela recepção nos Estados Unidos.
Minutos após a publicação da versão original, Flávio apagou o texto e divulgou uma nova versão. A expressão “verdadeiro presidente do Brasil” foi substituída por “líder do Brasil”, e “presidente eleito” deu lugar a “líder”.
Flávio alega fraude eleitoral, sem apresentação de provas, enquanto o próprio PL, partido do senador, reconheceu o resultado que declarou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente.
● Democratas criticam acolhimento nos EUA
Em publicação, os democratas da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes questionam o tratamento privilegiado concedido ao senador.
Não há asilo para pessoas que fogem da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro. Aparentemente, fugir da violência não é suficiente. Negar os resultados eleitorais, sim.
O deputado Shri Thanedar criticou a decisão e afirmou que “em vez de enfrentar as acusações pendentes de fraude e corrupção, Bolsonaro está fugindo do Brasil”. O parlamentar também questionou a atuação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que teria facilitado a entrada do brasileiro.
O deputado Joaquin Castro, argumentou que “perder uma eleição não é motivo para receber asilo”. O parlamentar ainda cobrou explicações do governo estadunidense sobre sua atuação no caso e sobre uma possível ajuda para que o senador deixasse o Brasil em desacordo com a legislação brasileira.
# iG

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