
Uma jovem de 18 anos foi vítima de um violento ataque cometido pelo próprio namorado, em Umarizal, no interior do Rio Grande do Norte. Clara Thaís Silva Maia teve a garganta atingida por golpes de faca na madrugada da segunda-feira (26), depois de comemorar a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições do domingo (25). A principal linha de investigação considera a possibilidade de que o crime tenha sido motivado por divergências políticas entre o casal.
O suspeito, Eduardo Ronald de Souza Ferreira, também de 18 anos, é apontado como apoiador do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL). Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, ele teria ficado revoltado com a comemoração da namorada após o resultado eleitoral.
Clara estava na residência do namorado quando foi atacada. A jovem sofreu pelo menos quatro golpes de faca na região do pescoço, com ferimentos que atingiram também a traqueia. Ela precisou passar por uma cirurgia de emergência e foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Mossoró.
Apesar da gravidade dos ferimentos, a vítima apresentou evolução no quadro clínico. Segundo informações divulgadas por sua advogada, Helena Belmont, Clara deixou a UTI, já respira sem auxílio de aparelhos e conseguiu dar alguns passos durante a recuperação.
● Suspeito está preso
Eduardo foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. Segundo informações da investigação, ele permaneceu em silêncio durante os procedimentos policiais.
A advogada da vítima informou que o relatório policial registra que o próprio suspeito admitiu aos agentes ter golpeado a namorada com uma faca.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte investiga as circunstâncias do ataque e se a divergência política foi efetivamente a motivação do crime. O depoimento de Clara é considerado importante para esclarecer os acontecimentos, mas ainda depende de sua recuperação.
O caso provocou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher e a intolerância política. A divergência de opiniões, que deveria fazer parte do exercício democrático, não pode servir de justificativa para ameaças, agressões ou tentativas de tirar a vida de outra pessoa.

Reprodução | Material cedido ao Site Metrópoles

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Reprodução/Instagram
# Redação C/ Maragogi News


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