O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil avançou 3,4% em 2024 e atingiu R$ 11,7 trilhões, impulsionado pelo consumo das famílias e pelos setores de serviços e indústria. Os valores divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) representam os dados consolidados e foram similares ao anunciado inicial, apresentado em março de 2025.
O que aconteceu
Avanço da economia em 2024 foi sustentado pelo crescimento da indústria e dos serviços. O valor adicionado bruto subiu 3,1%, puxado por serviços (+3,8%) e pela indústria (+3,1%). Juntos, os setores representam mais de 93% da soma de bens e serviços finais produzidos no Brasil, enquanto a agropecuária recuou 3,7%. O PIB per capita brasileiro alcançou R$ 55.410,12 no período.
Todas as modalidades do setor de serviços fecharam o ano em alta. Do total de 12 grupos de atividades econômicas analisados pelo IBGE, 11 registraram estabilidade ou crescimento em 2024, avanço em relação a 2023, quando 10 grupos haviam ficado estáveis ou crescido. Os destaques de crescimento foram informação e comunicação (+6,1%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (+5,5%), outras atividades de serviços (+5,3%) e comércio (+3,8%).
Consumo das famílias subiu 5,1% e se consolidou como motor da economia. As despesas de consumo final, que englobam famílias, governos e instituições sem fins de lucro, cresceram 4,4%, sendo que os gastos das famílias correspondem a 64% do PIB, enquanto a despesa de consumo final do governo cresceu 2%.
Investimentos produtivos no país registraram forte expansão. A FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo, que mede investimentos em máquinas, obras e equipamentos) cresceu 6,9%, atingindo R$ 1,9 trilhão e revertendo a queda de 3,0% de 2023, o que elevou a taxa de investimento (razão entre FBCF e PIB) para 16,9% (ante 16,4% no ano anterior).
Importações brasileiras registraram expressiva alta de 15,6%, superando as exportações. As vendas ao exterior de bens e serviços cresceram 2,8%, enquanto os principais destaques das importações foram produtos químicos, máquinas e aparelhos elétricos, veículos automotores, máquinas e equipamentos e serviços.
Reformulação metodológica
O IBGE estabeleceu um período de transição para atualizar a base de cálculo do PIB. A publicação “Sistema de Contas Nacionais: Brasil 2024 – Notas Técnicas” traz resultados com referência no ano-base 2010 a partir das contas trimestrais, pois o instituto está reformulando a série para o ano-base 2021.
Divulgação detalhada de tabelas foi temporariamente suspensa durante a mudança. No intervalo de transição, não serão incluídos os detalhamentos das TRU (Tabelas de Recursos e Usos) e das CEI (Contas Econômicas Integradas) anuais, mantendo-se apenas estimativas agregadas, como a TRU de 12 atividades por 12 produtos e as Contas Econômicas Trimestrais.
O que é o PIB
O Produto Interno Bruto equivale à soma dos bens e serviços finais produzidos em determinada economia. O Sistema de Contas Nacionais Trimestrais é calculado a partir de uma fórmula que considera o consumo das famílias, os gastos do governo, os investimentos e as exportações líquidas.
O estudo que mede o desempenho da economia nacional foi iniciado em 1988, mas sofreu alterações. A primeira reestruturação ocorreu em 1998, quando os seus resultados foram integrados ao Sistema de Contas Nacionais, de periodicidade anual. Em 2015, uma nova mudança metodológica estabeleceu o ano de 2010 como referência para os cálculos.
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