Anadia/AL

25 de maio de 2024

Anadia/AL, 25 de maio de 2024

Arrecadação de janeiro “foi muito surpreendente”, diz Haddad

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 7 de fevereiro de 2024

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(Foto: Diogo Zacarias/MF)

“O mês passado foi muito bom. Nós vamos divulgar depois do Carnaval os dados consolidados e ele foi muito surpreendente, a arrecadação”, declarou o ministro, ressaltando a expectativa positiva em relação aos resultados obtidos.

Além disso, segundo a Folha de S. Paulo, Haddad expressou confiança de que os dados de atividade econômica do Brasil em 2024 superarão as expectativas dos analistas, porém, destacou que o cumprimento da meta fiscal deste ano está condicionado à cooperação do Congresso Nacional.

Durante um painel mediado pelo economista-chefe do BTG, Mansueto Almeida, o ministro foi questionado sobre a desconfiança do mercado em relação à capacidade do governo de zerar o déficit fiscal em 2024. Em resposta, Haddad afirmou que o Ministério da Fazenda está empenhado em cumprir essa meta, através da apresentação de medidas para aumentar a arrecadação e corrigir distorções tributárias, mas enfatizou que o sucesso depende da aprovação do Congresso.

“Hoje, o que era uma meta de governo, é uma meta do país, é uma lei [zerar déficit primário]. Então, [a meta] foi chancelada pelo Congresso Nacional. Agora, o resultado não vem por um passe de mágica”, explicou Haddad, ressaltando a importância da compreensão do contexto político atual para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

Entre as distorções tributárias abordadas, o ministro mencionou a desoneração da folha de pagamento de 17 grandes setores da economia, uma medida que teve início em 2012 e foi prorrogada posteriormente. Haddad ressaltou que revisar essas políticas é fundamental para realinhar o país rumo ao desenvolvimento sustentável.

Além disso, Haddad também abordou o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado durante a pandemia para apoiar um dos setores mais afetados pelas restrições sanitárias. O ministro defendeu o fim do programa, argumentando que ele foi implementado em um contexto já superado e que sua continuidade compromete a arrecadação federal. “O Perse era para ter acabado, porque era uma medida emergencial”, afirmou Haddad, destacando que o programa já gerou um custo significativo aos cofres públicos.
*Redação com Brasil 247  

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