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25 de maio de 2024

Anadia/AL, 25 de maio de 2024

Austríaco que manteve a filha como escrava sexual por 24 anos em porão pode ser libertado de prisão em breve

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 15 de janeiro de 2024

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Josef Fritzl (esq.) e a filha Elisabeth (dir.) - Reprodução / EPA e Arquivo pessoal

Josef Fritzl, de 88 anos, poderá “em breve” ser libertado da prisão depois que um especialista decidir que ele não representa mais um perigo para a sociedade. O austríaco, conhecido como o “Monstro de Amstetten”, foi condenado à prisão perpétua em 2009 depois de admitir que manteve a sua filha Elisabeth Fritzl trancada no porão da casa da família como escrava sexual durante 24 anos.

Os crimes cometidos por ele incluíam incesto, estupro, cárcere privado e homicídio. Ele teve sete filhos com Elisabeth. Uma das crianças morreu no cativeiro. Ele foi condenado por “assassinato por negligência” depois de ter se recusado a levar o recém-nascido, que parecia ter problemas de respiração, a um médico, em 1996.

A mídia local noticiou que ele agora parece confuso, fala regularmente com a televisão, pensa que é uma estrela pop e fala de visitas de parentes que nunca aconteceram. Mas, de acordo com os termos da sua sentença, Josef está elegível para liberdade condicional a partir deste ano. O benefício parece estar próximo, já que um novo relatório psiquiátrico sobre o seu estado mental determinou que o austríaco “não é mais perigoso”.

O relatório diz que ele mal consegue andar e precisa de um andador para se locomover, após sofrer várias quedas, o que significa que não pode representar uma ameaça séria a outras pessoas. Ele provavelmente será libertado num lar de idosos para viver os seus dias com conforto.

Mas seus crimes horríveis ainda assombram muitos que conhecem o caso – Josef atraiu sua filha para o porão quando ela tinha 18 anos. Sua esposa, Rosemarie, apresentou uma denúncia de desaparecimento, mas Fritzl entregou uma carta de Elisabeth à polícia, afirmando que ela disse que estava na casa de uma amiga e não queria ser encontrada.

Josef Fritzl, em prisão na Áustria — Foto: Reprodução
Josef Fritzl, em prisão na Áustria — Foto: Reprodução

O caso Fritzl surgiu em abril de 2008, depois de Elisabeth ter dito à polícia que tinha sido mantida em cativeiro durante 24 anos, quando lhe foi autorizada a sair do porão e ser levada para um hospital.

Heidi Kastner, uma das principais especialistas em psiquiatria forense da Universidade de Linz (Áustria), passou um ano preparando seu novo estudo sobre Fritzl. Ela concluiu que o prisioneiro mais famoso do país já não representa qualquer perigo e poderia ser transferido através do sistema prisional normal para a prisão de Krems-Stein, como parte de um primeiro passo para ser libertado.

Em 2012, Josef decidiu se divorciar de Rosemarie, afirmando que ela nunca o visitava na prisão.

Redação com Extra Online

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