Anadia/AL

18 de maio de 2024

Anadia/AL, 18 de maio de 2024

Canadá restringe pesquisadores com vínculos com a China, Irã e Rússia

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 17 de janeiro de 2024

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Crédito: Shutterstock

Por: Ismail Shakil / David Ljunggren

Canadá restringiu, na terça-feira (16), pesquisadores afiliados a uma lista de universidades, principalmente sediadas na China, para impedi-los de trabalhar em assuntos considerados sensíveis ou críticos para a segurança nacional canadense.

Em medidas que Ottawa afirmou ter como objetivo proteger tecnologias avançadas e emergentes, não serão concedidas bolsas de pesquisa a pesquisadores com vínculos com universidades conectadas a entidades de defesa e segurança de países que possam prejudicar a segurança.

As universidades são principalmente da China, mas algumas do Irã e da Rússia também estão listadas.

Estudante caminhando em frente ao prédio de uma universidade
Um estudante caminha em frente ao campus St. George da Universidade de Toronto, em Toronto, Ontário, Canadá – Wa Lone/Reuters

“Embora a pesquisa liderada pelo Canadá seja definida por sua excelência e natureza colaborativa, sua abertura pode torná-la alvo de influência estrangeira”, disseram os ministros de inovação, saúde e segurança pública em um comunicado conjunto.

Um oficial disse que, embora a política afete apenas o financiamento federal, o governo de Ottawa espera que ela seja usada como orientação pelos governos provinciais e instituições canadenses.

Em 2022, o Canadá prendeu e acusou um pesquisador de espionagem por supostamente tentar roubar segredos comerciais em benefício da China.

O Canadá é membro da aliança “Five Eyes” com o Reino Unido, Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália. No ano passado, os chefes de inteligência do grupo acusaram a China de roubo de propriedade intelectual e uso de inteligência artificial para hacking e espionagem contra as nações.

A China rotineiramente rejeita tais acusações.

Os Estados Unidos há muito acusam a China de roubo de propriedade intelectual e a questão tem sido um ponto sensível nas relações entre os Estados Unidos e a China.

*Redação com Folha de São Paulo

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