JC Nicácio
O assassinato da cabeleireira Marileide Lopes da Silva Lima, crime que chocou a população alagoana, segue sob os holofotes da polícia.
Em entrevista exclusiva na tarde desta terça-feira, dia 10, os delegados Bruno Fernandes, Regional Adjunto da 6ª DRP, e Roberto Batista, titular da DHPP da 6ª Região, ambas sediadas em São Miguel dos Campos, trouxeram atualizações cruciais sobre o desdobramento do caso, que agora está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Documentação Falsa e suposta Conexão com o Sistema Prisional
Durante as diligências, a Polícia Civil descobriu que o autor não responderá apenas pelo feminicídio e ocultação de cadáver. Na busca realizada na residência do assassino, foi encontrado material ilícito que resultou em uma autuação por posse de documento falso.
De acordo com o delegado Bruno Fernandes, ao ser interrogado, o indivíduo alegou que utilizaria a documentação falsa para acessar plataformas de e-commerce, alegando que seus dados originais haviam sido rejeitados. No entanto, o criminoso entrou em contradição e não soube explicar por que o documento estava em nome de uma pessoa que se encontra atualmente custodiada no Sistema Prisional de Alagoas.
Investigação ‘Robusta’ e Perícia Digital
O delegado Roberto Batista, que assumiu o inquérito, afirmou ao AlagoasWeb que a investigação já é considerada “bastante robusta”. A confissão detalhada do autor é um dos pilares que sustentam o processo, mas a polícia aguarda agora os laudos oficiais do Instituto Médico Legal (IML) para anexar aos autos e confirmar, se realmente a cabelereira foi morta por asfixia, conforme confessou o assassino.
Um ponto chave para o fechamento do caso será a perícia nos aparelhos celulares.
-
Histórico de Conflitos: A polícia apurou que o casal enfrentava brigas constantes.
-
Provas Digitais: Os investigadores acreditam que as conversas trocadas entre o assassino e a vítima revelarão a motivação exata e a dinâmica das ameaças prévias ao crime.
Veículo e Próximos Passos
A motocicleta utilizada no dia do homicídio permanece apreendida. Segundo a polícia, o veículo pertence a um amigo do autor, que o teria emprestado sem conhecimento do plano criminoso. A moto foi usada pelo assassino para levar o corpo da vítima até o local onde foi queimado (carbonizado).
A liberação do veículo só poderá ocorrer mediante ação judicial movida pelo proprietário.
Até o momento, nenhum fato novo surgiu após a prisão preventiva, o que indica que a Polícia Civil caminha para o encerramento do inquérito com provas materiais e testemunhais contundentes contra o acusado.
O autor do crime segue preso preventivamente, após passar por audiência de custodia. O indivíduo, de 25 anos, deve ser transferido para o Sistema Prisional de Alagoas nos próximos dias.
Autor do crime segue preso na carceragem da 6ª DRP em São Miguel dos Campos
* Alagoas Web
![]()


















