Anadia/AL

7 de outubro de 2026

Anadia/AL, 7 de outubro de 2026

Caso Gleice: Jovem levada à força de casa teria sido executada com tiro na cabeça

Corpo da jovem foi reconhecido pelo pai, mas identificação oficial depende de exames do IML

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 7 de outubro de 2026

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Gleice de Assis Ferreira - Foto: Reprodução

Gleice de Assis Ferreira, de 22 anos, foi encontrada morta com um disparo de arma de fogo na cabeça em uma área de mata de uma fazenda, no Benedito Bentes, parte alta de Maceió. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (7) pelo delegado João Marcelo.
O corpo foi localizado após a Polícia Civil receber informações sobre a presença de uma mulher em uma região de mata. O pai de Gleice esteve no local e reconheceu a vítima pelas roupas e por uma tatuagem. A identificação oficial, no entanto, será confirmada após exames do Instituto Médico Legal (IML).
Gleice estava desaparecida desde 30 de setembro, quando quatro homens encapuzados e armados teriam invadido a casa onde ela estava e a levado à força. Pessoas que estavam no imóvel foram ouvidas pela Polícia Civil.
Segundo o delegado, Gleice havia sido orientada a deixar o Conjunto Planalto após o assassinato do irmão, ocorrido no ano passado. Conforme a investigação, ele teria inimizades com integrantes de uma facção criminosa e também teria sido ameaçado para deixar a região. Como permaneceu no local, acabou assassinado no bairro Ouro Preto.
Após a morte do irmão, Gleice também teria sido pressionada a deixar a localidade. Segundo a polícia, ela trabalhava em um restaurante, tinha filhos e não possuía envolvimento com o tráfico. Mesmo assim, os investigadores apuram se a permanência dela na região teria sido interpretada como um desafio por integrantes do grupo criminoso.
O ex-companheiro de Gleice foi preso como suspeito de envolvimento no crime. Ele nega participação, mas, segundo o delegado, apresentou contradições durante os depoimentos.
Ainda de acordo com João Marcelo, após o desaparecimento da jovem, o homem deixou a região onde morava e passou a noite na parte baixa de Maceió. A polícia aponta que ele seria integrante da facção e teria uma função de disciplina dentro do grupo, além de supostamente ter participado de ameaças contra Gleice antes do desaparecimento.
A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime e identificar outros possíveis envolvidos.
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