Anadia/AL

22 de junho de 2024

Anadia/AL, 22 de junho de 2024

‘Circo do diabo’: Madonna foi excomungada três vezes e criticada pelo Papa; tudo sobre relação conturbada com a Igreja Católica

Contestadora, Madonna utilizou símbolos religiosos ao longo da carreira para trazer provocações sobre temas importantes. Relembre | 10:36 hs

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 6 de maio de 2024

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Reprodução

Por: Matheus Queiroz 

Madonna se apresenta neste sábado (04) nas areias da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O show é o último da turnê “The Celebration Tour”, que marca os 40 anos de carreira da Rainha do Pop. Carreira esta marcada por muitos hits e recordes, mas, também, por inúmeras polêmicas de cunho religioso.

A relação de Madonna com a Igreja Católica é conturbada desde o início da carreira da estrela. Por volta de 1985, a cantora popularizou o uso de correntes com crucifixos como acessório fashion. Ela chegou a dizer publicamente que gostava de usar o item pois tinha “um homem nu”.

Ainda na mesma década, com o crescente sucesso da popstar no mundo todo, o Papa João Paulo II pediu uma audiência com a estrela. A resposta de Madonna? “Se ele quiser me ver, que compre um ingresso e vá a meu show como todo mundo”.

POR QUE MADONNA FOI EXCOMUNGADA PELA IGREJA CATÓLICA?

A primeira excomunhão a Madonna veio em 1989, com o lançamento do clipe de “Like a Prayer”, o mais icônico de sua carreira. No vídeo, a cantora apresenta Jesus como um homem negro e dá um beijo na boca dele. Além disso, ela canta a canção em frente a diversas cruzes em chamas, em uma crítica ao grupo extremista e racista Ku Klux Klan, que tinha a cruz como o principal símbolo.

A segunda excomunhão veio no ano seguinte, em 1990, por conta de diversos atos da icônica turnê “Blond Ambition”. No palco, Madonna simulava masturbação e exorcismo e cantava em um altar de uma igreja. Na época, o Papa pediu boicote aos shows da artista na Itália e classificou o espetáculo como um “circo do diabo”.

Foram 16 anos sem excomunhões, mas isso não significa que a relação entre as partes tenha ficado tranquila neste período. Em 2006, Madonna voltou a irritar o Vaticano ao dizer no documentário “I’m Going to Tell You a Secret” que “a maioria dos padres é gay”.

No mesmo ano, veio a terceira excomunhão, dessa vez, já com o Papa Bento XVI no comando. Na “Confessions Tour”, a americana entoa o clássico “Live to Tell” pendurada em uma cruz espelhada, com uma coroa de espinhos na cabeça, em uma nítida referência a Jesus. No telão, imagens de crianças passando fome e outras violações dos direitos humanos em países da África. A performance, que rodou o mundo inteiro, foi realizada também em Roma, para um público de 64 mil pessoas.

Em 2022, Madonna veio a público pedir um encontro com o Papa Francisco e classificou como injustas suas excomunhões. “Oi, Papa Francisco. Eu sou uma boa católica! Eu juro! Quer dizer, eu não juro! Passaram-se algumas décadas desde a minha última confissão. Seria possível a gente se encontrar algum dia para discutir algumas questões importantes? Eu fui excomungada três vezes. Não parece justo. Atenciosamente, Madonna”, escreveu a Rainha do Pop, quando o X ainda se chamava Twitter.

*Redação com Purepeople

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