Na hora de adquirir um imóvel ou até mesmo um veículo, muitos consumidores se deparam com uma dúvida comum: optar pelo financiamento ou entrar em um consórcio?
Apesar de terem o mesmo objetivo — viabilizar a compra de um bem —, as duas modalidades possuem diferenças importantes que impactam diretamente no planejamento financeiro e no valor final pago.
No financiamento, o principal benefício é o acesso imediato ao crédito. O consumidor consegue adquirir o bem rapidamente, mas, em contrapartida, assume o pagamento de juros ao longo do contrato, o que pode elevar significativamente o custo total.
Já o consórcio funciona como uma modalidade de compra planejada. Nesse modelo, não há cobrança de juros, e os participantes contribuem mensalmente para um fundo comum, sendo contemplados por meio de sorteios ou lances ao longo do período.
De acordo com o especialista em crédito estruturado Bruno Salgueiro, a escolha depende diretamente do perfil e da necessidade de cada consumidor. “O financiamento é indicado para quem precisa do bem de forma imediata, mesmo com um custo maior no longo prazo. Já o consórcio é mais estratégico, ideal para quem pode se planejar e busca economia”, explicou.
No Brasil, o sistema de consórcios é regulamentado pela Lei nº 11.795/2008 e fiscalizado pelo Banco Central do Brasil, o que garante maior segurança aos participantes.
Bruno Salgueiro atua no mercado de crédito em Maceió e integra a equipe da Ademicon, uma das maiores administradoras independentes do país.
Segundo ele, o mais importante é que o consumidor entenda o funcionamento de cada modalidade antes de tomar qualquer decisão. “É fundamental analisar o momento de vida, a necessidade e, principalmente, o custo total da operação. Com informação, a decisão se torna mais segura e consciente”, concluiu.
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