O Corinthians negocia a rescisão de contrato de forma amigável com o volante José Martinez. O jogador retornou ao Brasil e se reapresentou ao clube no sábado (7), mas relatou dores no joelho esquerdo e, após exames, foi confirmada uma lesão no ligamento cruzado anterior.
Para evitar uma possível batalha judicial, o Timão tenta chegar em um acordo com o atleta para encerrar o vínculo. A possível rescisão por justa causa, antes cogitada, está praticamente descartada.
Em contato com o Lance!, o advogado Elias Menegale, gerente jurídico do Escritório Paschoini Advogados, já havia antecipado que a legislação prevê critérios rigorosos para a aplicação de uma demissão por justa causa a atletas profissionais.
“Primeiro, a gente tem que entender que o que rege essa situação é a Lei Pelé, de 1998. A rescisão desse contrato é uma medida excepcional. Não é uma medida comum, e, se aplicada, ela tem alguns requisitos para que juridicamente se sustente. Quais são os requisitos e o que seria a principal necessidade para que o Corinthians demonstre que o jogador cometeu essa falta grave? Primeiro, tem que haver um regulamento interno no clube e prova robusta de dolo ou culpa grave do atleta. Tem que ficar claro que o atleta tinha intenção ou agiu com culpa no seguinte sentido: não se preocupou, não tentou se preservar, agiu de qualquer maneira na brincadeira, na atividade de final de ano, e isso ocasionou a lesão”, disse.
O caso envolvendo Martinez gerou ainda mais repercussão quando começaram a circular nas redes sociais imagens do volante participando de um torneio festivo durante o período de férias. Nas fotos e vídeos, é possível ver uma proteção no joelho esquerdo, justamente o que precisará ser operado.
◼️ Entenda a polêmica de José Martínez no Corinthians
Martinez, jogador do Corinthians, estava na Venezuela sem conseguir retornar ao Brasil desde o período de férias, no ano passado. A ausência do venezuelano causou grande incômodo na comissão técnica, no departamento de futebol e na diretoria. Nesse período, Martínez perdeu oito jogos do clube.
O clube se reapresentou no dia três de janeiro para a disputa do Paulistão, mas o venezuelano, que estava com o passaporte sem folhas em branco para os carimbos de imigração, precisou iniciar o processo para a emissão de um novo documento em seu país natal, diante de uma previsão inicial de até seis meses para a conclusão dos trâmites.
Justamente naquele período, os Estados Unidos atacaram a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, o que provocou atrasos no funcionamento do serviço público local. A diretoria, inclusive, buscou apoio do consulado brasileiro no país vizinho para agilizar a situação, mas o jogador permaneceu responsável pela própria documentação.
Depois de perder o clássico contra o Palmeiras, o Corinthians tem o Bragantino pela frente. O duelo, pelo Brasileirão, será nesta quinta-feira (12), às 20h, na Neo Quimica Arena.
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