André Zajdenweber
“2025 já acabou”: esse é o recado dos torcedores para o início bem abaixo do esperado de temporada do Flamengo. A equipe comandada por Filipe Luís ainda tenta reencontrar sua versão que conquistou o Brasileirão e a Libertadores. Apesar de ainda ter muita bola para rolar, alguns alertas precisam ser solucionados o quanto antes.
O elenco principal do rubro-negro só fez quatro partidas no ano, até o momento. Isso porque ainda anteciparam o retorno aos gramados, devido aos resultados negativos no Campeonao Carioca. Acertada ou não, a mudança de planejamento não trouxe frutos e faz com que time e comissão técnica vivam uma pressão precoce.
Os 4 alertas do Flamengo
É inevitável condicionar, pelo menos, parte do desempenho abaixo do esperado ao calendário que precisou enfrentar nesse começo de 2026. Diferente dos demais, o Flamengo só se reapresentou há três semanas. Decisão inegociável, já que só havia terminado a temporada passada no meio de dezembro — por conta da disputa do Mundial.
Resultado para o curto tempo de preparação? o rubro-negro foi superado na final da Supercopa Rei pelo Corinthians, por 2 a 0, no último domingo (1), no estádio Mané Garrincha. E ainda de quebra, aumentou um recorde negativo com seu atual treinador: perdeu três jogos consecutivos sob comando da equipe pela primeira vez.
Falta de solidez defensiva
Uma das principais valências, senão a maior, do Flamengo no ano passado foi a solidez defensiva. Não à toa, foi quem menos sofreu gols em todas as competições que conquistou. Essa marca registrada do time, entretanto, está longe de ter se mantida nesses primeiros desafios.
Após sair de campo com “clean sheet” na estreia, na vitória de 1 a 0 sobre o Vasco, pelo Estadual, Filipe Luís viu seus comandados serem vazados nas três partidas seguintes, todas por duas oportunidades. A queda nesse quesito fica escancarada, quando percebe-se que precisaram de 16 duelos para tomar o mesmo número de bolas na rede — em 2025.
Bola aérea
Se a queda no setor defensivo é notória, atualmente, muito dela se deve a uma grande arma que o rubro-negro teve durante toda temporada passada: a bola aérea. Responsável por trabalhar essa parte especificamente, Rodrigo Caio viu a jogadas pelo alto serem determinantes para os títulos de expressão. O gol que garantiu o da Libertadores, inclusive, foi marcado dessa forma.
Nos primeiros indícios deste ano, as mesmas não tem tido um saldo postivo. Enquanto lá frente, não resultou em uma bola na rede sequer, atrás é o que encaminhou os revés em sequência. Das seis vezes que o adversário marcou no Flamengo, em três foi a partir da bola aérea — uma em cada jogo.
Pouco poder de decisão
Com nível de atuação defensiva deixando a desejar, esperava-se que ao menos o arsenal de jogadores extraclasse do meio e ataque pudessem compensar na hora de marcar gols. No entanto, isso está longe de ser uma realidade neste início de temporada.
A equipe de Filipe Luís até consegue construir oportunidades ao longo dos 90 minutos. Mas apenas Arrascaeta e Pedro parecem ter o poder de decisão necessário para concluir as mesmas de forma efetiva. E ambos estão claramente sem condições ideais de jogo, deixando essa “obrigação” nas mãos de quem não tem tanto essa característica. São os exemplos de Plata e Carrascal.
Necessidade por resultados
Mesmo que haja a questão do pouco tempo de preparação para diminuir a pressão sobre os resultaod negativos, o Flamengo não pode se debruçar em cima dessa “desculpa” para manter um ambiente de normalidade no Ninho do Urubu. Afinal, o calendário do futebol brasileiro de 2026 não abre qualquer brecha.
O rubro-negro já se depara com uma final de Recopa Sul-Americana e mais desafios do Brasileirão batendo na porta. O desempenho, diante do contexto que se encontra, pode até ser negociável. Mas caso queira repetir o sucesso da temporada passada, vai precisar de vitórias para não ficar para trás.
Sob pressão por melhores apresentações e resultados positivos, o próximo desafio será contra o Internacional, na quarta-feira (4), às 19h (de Brasília), no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O embate pode marcar a reestreia de Lucas Paquetá no estádio — depois de sete anos sem atuar lá.
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