Anadia/AL

13 de julho de 2024

Anadia/AL, 13 de julho de 2024

Depoimento de Freire Gomes é visto no Exército como “tiro de misericórdia” em Bolsonaro

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 4 de março de 2024

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Ainda de acordo com a reportagem, o depoimento de Freire Gomes também revela o temor dentro da instituição militar em relação às possíveis intenções de Bolsonaro.

Freire Gomes revelou detalhes sobre a pressão política enfrentada dentro do Exército, destacando episódios que expõem as divisões internas e os dilemas éticos enfrentados pelos militares. O depoimento também lança luz sobre a complexa trama política que envolveu tentativas de manipulação das Forças Armadas para fins políticos, especialmente durante o período eleitoral de 2022.

Os colegas de Freire Gomes argumentam agora que, caso ele tivesse denunciado Bolsonaro à Justiça ou exposto o golpe, seria incapaz de provar a trama e enfrentaria sua própria destituição. No entanto, há críticas sobre sua suposta omissão, alegando que, ao ter conhecimento dos planos no Planalto, deveria ter procurado o Ministério Público. O desembargador aposentado Walter Maierovitch afirma que, do ponto de vista legal, a subordinação ao presidente descaracteriza o crime, tornando a questão uma discussão ética ou moral, não legal.

Até pouco antes de seu depoimento, os bolsonaristas esperavam envolver Freire Gomes na investigação, utilizando sua figura institucional para proteger o Exército e obter a solidariedade dos quartéis. Esse movimento é característico de “maus militares”, que buscam proteger uns aos outros em detrimento da transparência e da integridade institucional.

Bolsonaro evitou eventos militares desde que as investigações revelaram as tramas e ofensas perpetradas por antigos colegas. As revelações da PF identificaram os responsáveis pela campanha difamatória contra os generais legalistas em 2022, aumentando a expectativa de que o depoimento de Freire Gomes leve à responsabilização do ex-presidente.

*Redação com Brasil 247

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