Anadia/AL

7 de janeiro de 2026

Anadia/AL, 7 de janeiro de 2026

Diretor-geral da PF é cotado para eventual Ministério da Segurança

Divisão da Justiça e Segurança Pública foi anunciada por Lula a ministros, condicionada à aprovação da PEC da Segurança; alternativas à proposta foram publicadas nesta segunda

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 6 de janeiro de 2026

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(Foto: Tom Costa/MJSP)

Por: Elijonas Maia

O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, é cotado para assumir o Ministério da Segurança Pública, caso, de fato, a pasta seja recriada, como anunciou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última reunião ministerial do ano, em dezembro.

Lula disse aos ministros que desmembrará o Ministério da Justiça e Segurança Pública em dois neste ano, mas condicionou a ação à aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional. De autoria do Executivo, o texto está parado sem data para votação.

Secretários do ministério ouvidos sob reserva pela CNN Brasil dizem que o nome de Andrei Rodrigues é o que está sendo discutido e aprovado, por conta da atuação da PF no combate ao crime organizado no ano passado e pela sua proximidade com o presidente Lula.

Outro quesito é que a segurança pública será uma das principais bandeiras de Lula neste ano eleitoral de campanha à reeleição e uma pasta dedicada ao tema mostraria esforço no combate à criminalidade.

Andrei Rodrigues foi chefe da segurança de Lula durante sua campanha presidencial vitoriosa em 2022. O diretor da PF também teve cargo de chefia durante a Olimpíada no Rio de Janeiro e tem o nome apoiado por uma ala do PT, partido do presidente.

Em caso de ida ao eventual novo ministério, o delegado William Murad chefiaria a PF. Ele é atual número dois da instituição.

Nesta segunda-feira (5), o ministro Ricardo Lewandowski anunciou aos seus secretários que deixará o cargo já nesta semana.

O chefe da Justiça também assinou duas portarias para criar um protocolo de reconhecimento de presos e um sistema de informações de antecedentes criminais.

As ferramentas eram desejos na PEC da Segurança, mas o ministro quer sair da pasta com “sensação de dever cumprido” e essa seria a alternativa. As portarias já entraram em vigor. De forma interina, Manoel Almeida, secretário-executivo, deve assumir até um substituto.

ABN C/CNN Brasil

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