O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa teve desempenho considerado inexpressivo em seu primeiro teste eleitoral na corrida presidencial de 2026, segundo a nova pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta semana. O magistrado aposentado apareceu com apenas 2% e 3% das intenções de voto nos cenários estimulados de primeiro turno e não pontuou na pesquisa espontânea.
O levantamento, realizado entre os dias 22 e 24 de maio com 2.045 entrevistas em todo o país, mostra que Barbosa permanece distante dos principais polos da disputa presidencial e não consegue converter sua notoriedade pública em intenção de voto consistente.
No primeiro cenário estimulado, o ex-ministro registra 2%, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera com 40%, e também atrás de Flávio Bolsonaro (35%), Ronaldo Caiado (5%), Romeu Zema (4%) e Renan Santos (3%).
Já no segundo cenário, Joaquim Barbosa sobe para 3%, mas continua em posição periférica na disputa, muito distante dos líderes do levantamento.
Espontânea expõe baixa densidade eleitoral
O dado mais desfavorável para Barbosa surge na pesquisa espontânea — modalidade em que os entrevistados citam nomes sem acesso prévio a uma lista de candidatos.
Nesse cenário, o ex-ministro registra 0%, enquanto Lula aparece com 36% e Flávio Bolsonaro com 26%. Até nomes de menor presença nacional, como Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, conseguiram atingir 2%.
Nos bastidores políticos, a espontânea é considerada um dos indicadores mais relevantes da força real de uma candidatura, pois mede memória eleitoral, presença pública e conexão orgânica com o eleitorado.
Nome já foi cogitado em eleições anteriores
Joaquim Barbosa chegou a ser tratado como potencial candidato competitivo em ciclos eleitorais anteriores, especialmente após sua atuação no julgamento da Ação Penal 470, o chamado “mensalão”. Em diferentes momentos, partidos e setores do mercado financeiro chegaram a incentivar sua entrada formal na política.
Em 2018, Barbosa chegou a filiar-se ao PSB e teve o nome testado em pesquisas, mas desistiu da candidatura antes do início oficial da campanha.
Desde então, o ex-ministro mantém presença discreta no debate político nacional e realiza poucas aparições públicas.
Polarização reduz espaço para candidaturas alternativas
Analistas avaliam que a forte polarização entre o presidente Lula e o campo bolsonarista dificulta o crescimento de nomes que tentam ocupar uma terceira via ou posições alternativas.
A nova pesquisa BTG/Nexus reforça esse cenário. Lula e Flávio Bolsonaro concentram juntos cerca de 75% das intenções de voto no principal cenário de primeiro turno, deixando espaço reduzido para candidaturas intermediárias.
Além disso, nomes como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, que governam estados importantes e possuem estruturas políticas mais consolidadas, também aparecem à frente de Joaquim Barbosa.
Cenário segue aberto, mas liderança de Lula se consolida
A pesquisa mostra o presidente Lula liderando todos os cenários de primeiro e segundo turno testados pelo instituto.
No segundo turno, Lula venceria Flávio Bolsonaro por 47% a 43%, Romeu Zema por 49% a 38% e Ronaldo Caiado por 46% a 40%.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04193/2026.
⛔ Redação com Brasil 247

⛔ Acesse e Compartilhe a Notícia 👁️🗨️















