Anadia/AL

11 de abril de 2026

Anadia/AL, 11 de abril de 2026

Empresário mineiro suspeito de financiar atos do 8/1 é preso nos EUA

''Esdras é apontado pela PF como líder de acampamento golpista. Ele foi "um dos principais líderes e organizadores do acampamento montado em frente ao 4º Comando do Exército em Belo Horizonte", segundo inquérito ao qual o UOL teve acesso ''

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 11 de abril de 2026

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Foto: Reprodução Revista Veja/ND Mais

O que aconteceu

Jônatas tem um mandado de prisão em aberto no Brasil. Ele teve as contas bancárias bloqueadas, os passaportes cancelados e está proibido de usar as redes sociais —tudo por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal).

Ele fugiu para os EUA após os ataques, acompanhado de Kathy Le Thi Thanh My dos Santos, sua então esposa. Os dois são suspeitos de incitação ao crime, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.

Casal não esteve nos atos em Brasília. Mas o empresário acompanhou, ainda em BH, a saída de pelo menos um dos ônibus. Dois dias depois, na madrugada de 10 de janeiro, os dois embarcaram para os EUA com passagem só de ida comprada quatro horas antes. A PF diz que o casal fugiu. Esdras nega.

Foragido alegou que apenas entrou em um dos ônibus para “orar” pelas pessoas que iriam para Brasília. Segundo Esdras, o alistamento seria somente “para conhecer” o QG do Exército em Brasília. “Eu jamais imaginaria que pessoas iam para Brasília para entrar dentro do Palácio [do Planalto]”, afirmou.

Esdras é apontado pela PF como líder de acampamento golpista. Ele foi “um dos principais líderes e organizadores do acampamento montado em frente ao 4º Comando do Exército em Belo Horizonte”, segundo inquérito ao qual o UOL teve acesso. Esdras chegava com seu Porsche e gravava vídeos convocando militantes para irem às manifestações de 8 de janeiro, segundo a PF.

Prisão acontece após denúncias feitas por advogado de outros réus do 8 de Janeiro. Mariel Marra denunciou Esdras ao ICE, ao serviço de cidadania dos EUA (USCIS) e às embaixadas e consulados do Itamaraty. Mariel disse hoje que informará ao ICE que Esdras tem mandado de prisão em aberto no Brasil. “Essa denúncia foi para que não concedam o asilo político pra ele”, afirmou. “É apenas um foragido da Justiça brasileira e não existe perseguição política contra ele.”

Para advogado, situação de Esdras é diferente da de outros investigados e réus. “Denunciei ele em razão de seu suposto envolvimento em atos antidemocráticos graves, agressões e da existência de mandado de prisão no Brasil. […] Suspeito que ele tinha informações privilegiadas, diferentemente da ampla maioria que foi presa e condenada.”

O UOL tenta contato com a defesa de Esdras.

Em BH, ele também foi investigado pela Polícia Civil por roubo, lesão corporal e dano patrimonial em 2022. Esdras nega os crimes. Sob sigilo, a investigação ainda não foi concluída.

Última publicação de Esdras nas redes sociais foi há cinco dias. No Instagram, o então foragido prestou apoio ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que também está nos EUA.

Sem recursos, investigado tentou vender Porsche. Jônatas tentou vender o veículo de luxo avaliado em R$ 400 mil para se manter foragido nos Estados Unidos.

*Uol 

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