Evidentemente que o eleitorado do deputado Isnaldo Bulhões não está “nem aí” para o fato, mas que pelo menos se saiba o que aconteceu.

Pois bem: desde ontem, em toda a imprensa nacional, se fala no voo em que estava deputado do MDB de Alagoas, ao lado de Hugo Motta (sempre ele), do Republicanos, e o senador Ciro Nogueira (de novo) do PP – vindo de um paraíso fiscal no Caribe, num avião de um dono de bet – relacionado ao jogo do Tigrinho.

Mas não parece haver inocência no caso: parte da bagagem (muamba?) não passou pelo raio-X da alfândega, sempre tão rigorosa com as pessoas comuns.

“Não sei”, “não fiz”, “não vi” – eis a posição dos parlamentares que se beneficiaram da boquinha ofertada por Fenandin OIG – Fernando Oliveira Lima -, o tal “empresário”, dono do avião e produtor de vícios e viciados.

Repito o que já disse: essa turma, das bets, fica rica extraindo dinheiro de pobres e mantém uma poderosa bancada no Congresso Nacional.

O voo do “bonde do Tigrinho” foi denunciado pela Folha de São Paulo e só não ficou enterrada no submundo da política porque uma funcionária da Receita Federal relatou o caso – que teve a participação, por óbvio, de um colega dela, que fez vistas grossas.

Bulhões, integrante do chamado “centrão” do MDB – partido que lidera na Câmara Federal – seguramente acredita que não tem que dar satisfação a ninguém e nada tem a temer.

Afinal, quem se importa com o fato de que ele fez uma viagem a um paraíso fiscal com alguns colegas de atividades?

Mais: a quem interessa se o avião da carona pertence a um “empresário” do ramo de jogos e que há de debochar da fraqueza humana?

O líder do MDB na Câmara Federal, podem anotar, será um dos mais votados este ano. E ainda pode ajudar a eleger o colega dele, Rafael Brito, de pança cheia com o bife de ouro.

*Redação com Cada Minuto