
Por: Rayssa Cavalcante
A denúncia assinada pelo promotor de Justiça Paulo Roberto Alves pontua que os crimes ocorreram de forma reiterada e em contexto de extrema vulnerabilidade. Um dos denunciados, tio paterno da vítima, pagava cerca de R$ 10 à avó e à própria criança para praticar os abusos.
Já o segundo acusado, o vizinho, cometia o abuso sexual mediante pagamentos que variavam entre R$ 2 e R$ 10. Há ainda a menção a um terceiro indivíduo, que foi identificado, mas não foi localizado até o momento.
De acordo com o MPAL, as investigações revelam que a avó, responsável legal pela guarda da menina, tinha conhecimento dos abusos praticados pelo tio. Ela, inclusive, não adotou qualquer medida para proteger a vítima, permitindo a continuidade das violências.
Em relação aos fatos atribuídos ao vizinho, não ficou comprovado que ela tinha ciência das condutas, embora os abusos também tenham sido relatados no curso do inquérito policial.
Os três suspeitos foram presos e, após audiência de custódia realizada nesta segunda (30), foram mantidos detidos.
Os denunciados responderão pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, com agravantes decorrentes da continuidade delitiva e, no caso do tio, do vínculo familiar.
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