Por: Maria Maia
A rotina da família de Chrystiano Henrique Costa Aleluia, conhecido como Chrys, de 49 anos, mudou completamente há cerca de dois meses. O que antes era uma vida comum, com trabalho e independência, deu lugar a uma nova realidade marcada por cuidados constantes, adaptações e uma corrida contra o tempo pela recuperação.
Chrys sofreu um AVC isquêmico durante a noite, após um dia aparentemente normal. Segundo a irmã, Cynthia Kássia, ele chegou do trabalho, jantou, tomou banho e foi dormir. Horas depois, a esposa acordou com um barulho e o encontrou caído no chão, já sem conseguir falar e com o lado direito do corpo paralisado. Ele foi levado inicialmente a uma unidade de pronto atendimento, onde, segundo a família, o caso não foi identificado de imediato como AVC. Somente após insistência e mudança de equipe médica, exames confirmaram o diagnóstico, e ele foi transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE).
Após dias de internação, ele recebeu alta ainda com muitas limitações. Não andava, não falava e precisava de auxílio para tarefas básicas. Hoje, com o início de terapias, já apresenta sinais de evolução: voltou a andar sem cadeira de rodas, deixou de usar fraldas e começou a se comunicar, ainda que com dificuldade.
A evolução, no entanto, depende diretamente da continuidade do tratamento, que inclui fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, fundamentais para a recuperação dos movimentos, da fala e da autonomia. Chrys também precisa de acompanhamento com especialistas, como neurologista e cardiologista, já que possui histórico de infarto.
Enquanto aguarda uma vaga na Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) para dar continuidade ao tratamento de forma gratuita, a família tem arcado como pode com os custos. Sem trabalhar, já que a esposa precisou se afastar para cuidar dele, e com despesas crescentes, a solução encontrada foi mobilizar amigos, conhecidos e a comunidade.
Para não interromper a reabilitação, sua esposa decidiu criar uma rifa solidária. A iniciativa busca arrecadar recursos para garantir a continuidade das terapias, consideradas essenciais nesse período inicial. Segundo a família, os primeiros atendimentos particulares foram possíveis graças à ajuda de pessoas próximas — e foram justamente esses cuidados iniciais que permitiram os avanços já conquistados.
“A gente precisa manter o tratamento enquanto a vaga não sai. Cada dia conta muito na recuperação dele. Estamos correndo contra o tempo. Cada avanço dele é resultado direto do tratamento. Parar agora pode significar perder tudo o que já foi conquistado”, relata a irmã, Cynthia Kássia.
Ela também destaca que, mesmo com as dificuldades, a família segue esperançosa. “A gente acredita muito na recuperação dele. E sabe que, com o tratamento certo, ele pode melhorar ainda mais.”
“O tratamento fez toda diferença. Hoje ele já evoluiu muito, e a gente acredita que pode evoluir ainda mais. Mas não pode parar. Às vezes, um compartilhamento já faz toda diferença. A gente só precisa que essa corrente chegue mais longe. Cada ajuda é um gesto de amor. A gente só quer dar a ele a chance de voltar à vida que tinha”, reforça Cynthia.
Quem quiser contribuir pode adquirir a rifa solidária no valor de R$ 25. O pagamento pode ser realizado via Pix, pela chave 82996519424, em conta do Bradesco, no nome de Chrystiano Henrique Costa Aleluia. Após a transferência, é necessário enviar o comprovante para o número (82) 98817-8088. A família reforça: mesmo quem não puder doar pode contribuir compartilhando a história. Afinal, como dizem, toda ajuda faz diferença.

A família também disponibiliza, diariamente, atualizações sobre o estado de saúde de Chrys no Instagram @cynthiakassiaa, onde é possível acompanhar de perto cada conquista nessa luta diária.
*Cada Minuto

















