Por Gabriel de Oliveira
A GloboNews pediu desculpas após exibir uma arte considerada equivocada durante o Estúdio i na última sexta-feira (20). A retratação foi feita ao vivo por Andréia Sadi nesta segunda-feira (23), após repercussão do material relacionado ao caso do Banco Master.
O conteúdo associava nomes de políticos ao episódio, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a GloboNews, a arte apresentava falhas e não seguiu critérios editoriais adequados.
“A gente exibiu aqui uma arte com o objetivo de apresentar as conexões do Vorcaro com políticos e acessos relevantes. No entanto, o material estava errado e incompleto e também não deixou claro o critério que foi usado para a seleção das informações”, disse Andréia Sadi.
A jornalista também afirmou que o material contrariava princípios editoriais da empresa. “Diante de um material incompleto e em desacordo com os nossos princípios editoriais, a gente pede desculpas”, declarou.
GloboNews enfrenta caos nos bastidores
A coluna apurou que o pedido público de desculpas não foi a única medida adotada para tentar debelar a crise causada pelo PowerPoint da discórdia. Uma editora experiente, que atuava na equipe do canal de notícias há vários anos, foi eleita como responsável pelo material e acabou dispensada nesta segunda.
A reportagem optou por preservar o nome da jornalista demitida: diversas pessoas próximas ao caso afirmam que a imagem em questão foi aprovada previamente por profissionais com cargo de chefia — e nenhum deles foi punido pelo caso. A Globo nega que alguém tenha sido demitido pelo caso — a coluna, no entanto, mantém a sua apuração.
Repercussão com ex-contratados
O PowerPoint da discórdia fez com que ex-profissionais da Globo se manifestassem. O jornalista Ari Peixoto comentou o caso ao reagir a críticas feitas por Neide Duarte. “Trabalhei nesta emissora por 34 anos e posso dizer, sem medo de errar, que alguns destes anos foram os melhores para mim, para ela e para o jornalismo”, disse.
“Mas, aos poucos, tudo isso foi ficando para trás, os melhores repórteres, repcines, editores e produtores foram saindo (ou foram saídos) e o que era para ser uma emissora de televisão se tornou uma arma política, quase um partido autônomo”, afirmou.
Fonte: iG

















