Anadia/AL

25 de maio de 2024

Anadia/AL, 25 de maio de 2024

IBGE aponta redução dos índices de extrema pobreza em Alagoas

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 24 de janeiro de 2024

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Foto: Reprodução

A taxa de alagoanos que vivem em situação de extrema pobreza recuou 3,3 pontos percentuais em 2022 – primeiro ano do governo Paulo Dantas -, na comparação com o ano anterior, segundo os dados da Síntese de Indicadores Sociais divulgados no fim de 2023, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com os dados, entre um ano e outro o índice de pessoas em pobreza extrema reduziu de 16,4% para 13,1%. É considerada em extrema pobreza a população que vive com menos de R$ 200 por mês, segundo a metodologia desenvolvida pelo Banco Mundial.

O levantamento do IBGE também mostra que o número de alagoanos que viviam na pobreza caiu de 60,3% em 2021 para 54,2% no ano seguinte – uma redução de 6,1 pontos percentuais. Pela mesma metodologia, o Banco Mundial considera pobre a população que vive com até R$ 637 por mês.

Em todo o país, o percentual de pessoas em extrema pobreza, ou seja, que viviam com menos de R$ 200 por mês, caiu para 5,9% em 2022, após alcançar 9,0% em 2021. Já a proporção de pessoas em situação de pobreza, que viviam com até R$ 637 por mês, caiu de 36,7% em 2021 para 31,6% em 2022.

Segundo o IBGE, a queda da extrema pobreza no Brasil se deve à participação dos benefícios de programas sociais, que chegou a 67% dessa população em 2022. No Nordeste, esses benefícios representaram 72,4%.

“Isso mostra a importância das transferências de renda para a composição da renda dos domicílios de pessoas extremamente pobres e a maior influência do mercado de trabalho na composição da renda da população pobre”, observa André Simões, analista da pesquisa do IBGE.

Incertezas mundiais – No mundo, cerca de 700 milhões de pessoas sobrevivem com menos de US$ 2,15 (R$ 10,50) por dia, segundo relatório do Banco Mundial divulgado no fim do ano passado. Segundo o documento, esse número era 40% menor em 2010, mas o combate à pobreza sofreu um imenso revés com a pandemia da Covid-19.

A instituição afirma que, em razão da pandemia, 2022 foi um ano de incertezas, e 2023 foi o ano do aumento das desigualdades. “Embora a pobreza extrema nos países de rendimento médio tenha diminuído, a pobreza nos países mais pobres e nos países afetados pela fragilidade, conflito ou violência ainda é pior do que antes da pandemia”, cita o relatório.

“Para os países que esperam recuperar as perdas devastadoras da pandemia da Covid-19, a batalha tornou-se mais difícil devido às ameaças agravadas das alterações climáticas, da fragilidade, do conflito e da violência, ou da insegurança alimentar, para citar apenas algumas – que tornam difícil para que as economias em geral se recuperem totalmente”, continua o documento, que pode ser lido clicando aqui.

Ao contrário das incertezas de 2022 sugeridas pelo Banco Mundial, a secretária de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Kátia Born, diz que a redução significativa nos índices da extrema pobreza em Alagoas naquele ano confirma que o Governo do Estado tem como prioridade assistir a população que mais necessita de políticas públicas.

“Com o apoio do Governo Federal e do presidente Lula [Luís Inácio da Silva] vamos seguir trabalhando arduamente na implementação de programas que beneficiem a população em situação de vulnerabilidade social”, destacou a Katia.

A secretária de Estado da Primeira Infância (Secria), Paula Dantas, reforça que a queda do número de alagoanos que vivem em extrema pobreza se deve a uma série de fatores, entre eles os programas sociais desenvolvidos pelo Governo do Estado. Ela cita como exemplo o Cartão Cria, que tem como objetivo contribuir para a alimentação de milhares de famílias na primeira infância, ou seja, no período da gestação até os 6 anos de idade.

“O fortalecimento do Cartão Cria, com o pagamento da 13ª parcela neste mês de janeiro, possibilitou injetar na economia alagoana R$ 40 milhões. Neste mês, cada beneficiário recebeu um total de R$ 300”, explicou Paula Dantas. Para ela, iniciativa como essa é uma forma direta e concreta de combater a pobreza extrema em Alagoas.

O Cartão Cria atende o público da primeira infância em condição de vulnerabilidade social e tem inscritos alagoanos dos 102 municípios. Segundo ela, a iniciativa tem um impacto direto na vida das pessoas e, consequentemente, nos indicadores. “Reforça a necessidade de investir em políticas públicas e confirma que estamos no caminho certo”, destaca a secretária.

Para além da assistência, a Secria atua em frentes estratégicas, como a saúde e a educação, no entendimento de que são ações complementares para assegurar uma melhor condição para o público-alvo. “As ações estão canalizadas no entendimento de que para ajudar uma criança é preciso viabilizar meios para ajudar a família. Por isso, precisamos de creches para que as crianças recebam alimentação adequada e tenham seu desenvolvimento cognitivo assegurado, de projetos voltados à saúde bucal, a cobertura vacinal e tantos outros que se complementam”, explicou Paula Dantas.

Além do Cartão Cria, outra ação que deve contribuir para erradicar a extrema pobreza no Estado é o Alagoas Sem Fome, instituído no fim do ano passado pelo governador Paulo Dantas. O programa consiste na reunião interinstitucional de esforços e ações públicas e privadas dirigidas ao enfrentamento da fome das populações em situação de pobreza e de extrema pobreza no estado.

Este ano, o governador Paulo Dantas prepara o lançamento de um plano mais arrojado para combate à fome, que deve ser anunciado nos próximos dias. “Alagoas quer investir no desenvolvimento e na implementação de políticas públicas efetivas que possibilitem a redução gradual da insegurança alimentar e nutricional no estado. E, para isso, contará com ações do Programa Alagoas Sem Fome, dentro das secretarias estaduais que vão atuar diretamente no combate à fome em ações específicas”, ressaltou o governador Paulo Dantas.

Nesse sentido, explica ele, o programa contará com ações das secretarias de Estado da Primeira Infância (Secria), por meio do Cartão Cria; Educação (Seduc), com os programas Nacional de Alimentação Escolar na Rede Estadual de Ensino e o Mais Merenda, além do Cartão Escola 10; Agricultura (Seagri), com os programas de Agricultura Familiar, Leite do Coração, Planta Alagoas e Distribuição de Alevinos; Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), com os Restaurantes Populares, Complexos Nutricionais e Programas Emergenciais para à população em situação de vulnerabilidade e risco social.

Fonte: Carlos Nealdo / Agência Alagoas

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