Anadia/AL

29 de maio de 2024

Anadia/AL, 29 de maio de 2024

Lewandowski toma posse no Ministério da Justiça e diz que combate à violência deve “superar apartheid social”

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 2 de fevereiro de 2024

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Reprodução

Em solenidade concorrida, no Palácio do Planalto, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, de 75 anos, assumiu nesta quinta-feira (1º) o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele foi empossado pelo presidente Lula (PT). O ex-presidente da República Fernando Collor foi convidado pelo ministro e marcou presença na cerimônia.

Em seu discurso de posse, Lewandowski afirmou estar “profundamente honrado” pelo cargo e lembrou que a Justiça foi o primeiro ministério criado no Brasil, antes mesmo da instituição da República ou da Presidência. O ministro falou sobre o combate às milícias. Que, segundo ele, constroem um verdadeiro “apartheid social”. Lewandowski fez um pronunciamento sobre a história e as funções da pasta, como a segurança pública, digital, proteção de terras indígenas e combate às drogas. E reafirmou que o trabalho dele será uma continuação de Flávio Dino.

“O combate à criminalidade e à violência precisa de uma permanente intervenção policial, com políticas públicas para superar esse apartheid social que continua segregando boa parte da população. O mundo enfrenta o novo e terrível desafio da criminalidade organizada, as milícias divididas em subfacções, aliadas e rivais. Não há soluções fáceis, não basta exacerbar as penas, promover encarceramento em massa, dificultar o regime prisional”, apontou.

Ex-presidente Collor, ministro da Defesa, José Múcio, e o futuro ministro do STF, Flávio Dino, conversam na cerimônia de posse de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça – Foto: Metrópoles

Lula agradece Dino e Lewandowski

Durante a solenidade, o presidente Lula agradeceu a Flávio Dino e a Lewandowski pela dedicação a uma pasta complicada, em um momento em que eles poderiam assumir outros postos.

“Tive a alegria de convidar o Flávio Dino para ser ministro quando ele sonhava ser senador. Dizem que a chegada ao Senado é o céu da política. Para outros cargos sofre muito, mas o Senado é lugar extraordinário, não tem que ficar a cada quatro anos pedindo voto, sendo xingado”, argumentou.

Lula também afirmou que não interferir no trabalho de Lewandowski: “Sua equipe você que monta. Qualquer coisa que dê errado, a responsabilidade é sua. Não vou interferir no seu time, você que vai responder pelas glórias, acertos e sofrimentos”.

Por fim, deu um recado aos adversários sobre as acusações de perseguições políticas a partir de operações da Polícia Federal. “Você [Lewandowski] vai, com Flávio Dino, passar para a história normatizando a atividade do MJ. A PF não persegue ninguém. O governo não quer se meter. Queremos é construir, com governadores e estados, a parceria necessária para combater o crime”, concluiu Lula.

Flávio Dino deixou o ministério nesta quinta-feira e, agora, assume cadeira no Senado antes de ir para o STF – Foto: Ricardo Stuckert

Saída de Dino

Antes de Lewandowski, quem falou foi Flávio Dino, saindo do cargo. Ele agradeceu aos servidores, aos maranhenses e a Lula, entre outros. Afirmou que viveu meses “desafiadores e felizes” à frente do ministério. E lembrou do técnico Mário Jorge Lobo Zagallo, ao falar do número 13.

Ainda em sua despedida, Flávio Dino – que volta a assumir um assento no Senado antes de ser empossado como ministro do STF -, agradeceu ao presidente Lula por ter lhe convidado para fazer parte da sua fileira de ministros, e fez elogios a seu sucessor. Sobre Lewandowski, Dino desejou sorte, sucesso e proteção de Deus ao colega. “E garanto que o senhor vai precisar das três coisas todos os dias”, brincou. Dino também pontuou que a pauta sindical está equacionada, e que caberá a seu sucessor concretizar as conquistas da pauta.

 
*Redação com Gazeta web 

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