Entre os nomes cotados para concorrer ao Senado estão Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Marina Silva (Meio Ambiente). Há também discussões sobre a possibilidade de Simone Tebet entrar na disputa senatorial ou, alternativamente, concorrer ao governo de São Paulo, dependendo das articulações políticas envolvendo o estado.
A ampliação da presença no Senado é considerada estratégica para o governo, já que a Casa tem atribuições fundamentais como a votação de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, a abertura de comissões parlamentares de inquérito e a aprovação de indicações para tribunais superiores. Além disso, projetos e pautas de interesse do governo passam pela análise dos senadores, tornando essencial uma base de apoio sólida.
Desincompatibilização e estratégia eleitoral
Os ministros interessados em disputar as eleições precisarão deixar seus cargos até abril deste ano, cumprindo o prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral. Esta medida visa impedir o uso da máquina pública a favor dos candidatos, o que desequilibraria a disputa eleitoral.
A estratégia de Lula para o Senado Federal reflete uma preocupação semelhante à que existia no campo oposto durante o governo anterior, quando havia esforços para aumentar a presença de parlamentares alinhados ao bolsonarismo na Casa. O controle do Senado é visto como crucial tanto para a aprovação de projetos governamentais quanto para questões sensíveis, como possíveis pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
ABN C/CNN Brasil

















